A patranha do 'caminho diplomático' para o povo palestino

A- A A+

http://anovademocracia.com.br/101/22.jpg

No fim de novembro, na sequência imediata da fase mais sangrenta de mais um violento capítulo do genocídio palestino em curso e levado a cabo pelo Estado facínora de Israel, armou-se uma das maiores patuscadas envolvendo a assim chamada "questão palestina". Diante das imagens que correram o mundo – não pela mídia burguesa, mas sim por iniciativa de militantes, organizações e povos inteiros indignados com as atrocidades cometidas por Israel – de palestinos monstruosamente assassinados e mutilados pelas bombas sionistas, a ONU aprovou uma distração conveniente, na forma de resolução, "reconhecendo" a Palestina – na verdade, a Autoridade Palestina – como "Estado observador".

A aprovação da resolução é fruto de um arranjo acordado entre os cúmplices de Israel e os maiores traidores do povo palestino, todos compactuados com o inimigo sionista.

De um lado, as Nações Unidas, unidas pela perpetuação do imperialismo e do neocolonialismo, ainda que sob a mentira cultivada da "neutralidade", tentando mostrar que faz algo pelo povo palestino, ao mesmo tempo em que se cala ante o genocídio em curso, como se o drama dos palestinos pudesse ser resolvido, ou sequer minimizado, pela vontade das potências cúmplices com os crimes de Israel. Em dezembro, curiosamente, completaram-se 30 anos de uma outra resolução demagógica da ONU sobre a "Questão Palestina", declarando "genocídio" o massacre, chancelado pelo sionismo, de milhares de palestinos nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, no Líbano, ocorrido em setembro de 1982, ao mesmo tempo que chancelava – e ainda chancela – o prolongado genocídio na Palestina ao longo das décadas.

Do outro lado, a traidora Autoridade Palestina do "presidente" traidor Mahmoud Abbas, tentando dar a impressão de que enfrenta Israel, de que está trabalhando em prol do povo palestino, quando na verdade circula com desenvoltura pelos corredores das organizações internacionais do imperialismo e senta-se à mesa para negociar com o sionismo, para selar acordos e apertar a mão dos assassinos da sua gente, enquanto as bombas israelenses caem sobre a Faixa de Gaza e as ocupações judaicas proliferam no território da Cisjordânia.

LEIA TAMBÉM

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Fausto Arruda

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Matheus Magioli Cossa
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ana Lúcia Nunes
Rodrigo Duarte Baptista
Vinícios Oliveira

Ilustração
Taís Souza