Mapa da luta pela terra na América Latina

Na edição 85 de AND apresentamos o "Mapa da concentração da terra na América Latina" e na edição 86, o "Mapa da violência no campo na América Latina". Agora finalizamos a série com os dados da luta pela terra.

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Cajamarquinos, no Peru, lutam contra o Projeto Conga de mineração em 2012

Argentina

Em Jujuy, norte do país, os engenhos de açúcar dominam a produção agrícola e 40% das terras. Mas os camponeses têm se organizado e começaram a tomar as terras do latifúndio. Em junho de 2011, centenas de famílias haviam tomado terras do Engenho Ledesma (maior produtor de açúcar do país) e foram reprimidos com violência pela polícia, resultando em 4 mortes, vários presos e uma grande comoção popular em apoio aos camponeses.

As províncias de Salta, Formosa, Chaco, Neuquén e Rio Negro – as duas últimas territórios Mapuche - também são palco de intensas lutas de camponeses e povos originários pela posse e manutenção de posse de terras.

Em Formosa, o povo Qom vem lutando há anos pela posse de suas terras ancestrais. Em 2010, sofreram um violento despejo quando dois indígenas foram assassinados e as casas e plantações queimadas. O conflito se deve ao fato de que o Estado expropriou a comunidade Qom, conhecida como "La Primavera", de 600 ha para destiná-los à implantação de um centro  universitário.

Bolívia

Na edição 85 de AND salientamos que grande parte do território boliviano ainda não havia sido tocado pela "revolução agrária" de Morales. No país, onde predominam os povos originários, são eles que levam adiante a luta pela posse e manutenção de suas terras.

No último ano, os povos indígenas do Tipnis se uniram pela proteção de suas terras. O caso dos Tipnis é paradigmático. O governo quer construir uma rodovia no meio do território indígena para escoar a produção de carne e leite.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

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