No limiar de 2013

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I - Mundo

A "crise global" vai completar seis anos em 2013, e não há sinal de que termine sequer nos próximos anos. Mas o que é essa crise?

2 Um de seus aspectos é o colapso financeiro, iniciado nos EUA, em 2007, com o estouro da bolha dos derivativos, nos quais os bancos empacotavam  hipotecas e outros débitos de cidadãos guiados para o consumismo, enquanto a renda deles decrescia, e a oligarquia acumulava lucros e bônus de dimensão jamais vista.

3 O outro aspecto  é a depressão econômica, cuja manifestação mais dolorosa é o crescimento do desemprego, de já centenas de milhões de pessoas.

4 A "crise" abrange principalmente os EUA, o Japão e a Europa, e  grande número de países da América Latina, Ásia, Oriente Médio e África, com alto grau de dependência em relação àqueles centros.

5 Mas a "crise" não é mundial. A China apresenta dinamismo considerável e está perto de ter a  maior economia do Mundo, se é que já não a tem. Assume papel de economia central e atenua a queda da demanda e dos preços dos bens intensivos de recursos naturais, provenientes de países como o Brasil.

6 Também Taiwan, Coréia do Sul, Hong-Kong e mais um ou outro tigre asiático prosseguem desenvolvendo-se, e países maiores - como  Índia,  Rússia e Irã -  também crescem.

7 Se a China e esses países combinarem os respectivos mercados internos, as trocas regionais e a intensificação do intercâmbio entre todos eles, é possível que permaneçam fora da crise.

8 Seja como for, é deliberada, e  muito profunda,  a "crise" nos domínios dos grupos financeiros anglo-americanos, pois oferece aos concentradores do capital a oportunidade de concentrá-lo mais ainda, fazendo liquidar, ou adquirindo, empresas que sobreviveram e prosperaram quando a economia crescia.

9 Então os concentradores obtiveram lucros gigantescos não só de suas empresas "produtivas", mas ainda mais das manipulações do mercado financeiro, propiciadas  pelas "autoridades reguladoras" ao  permitir aos bancos criar dinheiro do nada e inventar todo tipo de derivativos, ilimitadamente.

10 Essas facilidades são a origem do próprio colapso financeiro, do qual os manipuladores saíram ilesos, graças ao socorro dos governos, em montantes que passam de US$ 30 trilhões.

11 Pois, sendo ilimitada a possibilidade de concentrar capital, os que o concentram, controlam por completo as instituições financeiras e  também todas as políticas do Estado.

12 Dizem haver democracia, mas desta só há teatro. Seu espetáculo mais notório são as eleições, nas quais  os candidatos são como jóqueis cujas blusas têm cores diferentes, mas todos pertencem à mesma escuderia.

13 No setor "produtivo", o segmento que prospera são as indústrias bélicas. Resumo: tudo decai, exceto a finança, que não é produtiva, e as armas, que servem para destruir. A oligarquia parece bem assessorada para seu objetivo: o poder absoluto, a tirania inconteste. Como ensinou o arguto Maquiavel, o poder vem do ouro e das armas.

14 Essas armas são usadas em intervenções militares no exterior, que se multiplicaram a partir de 1990, após o fim da União Soviética. Desde os auto-ataques de 2001 (implosão das Torres em Nova York e míssil atirado em fachada do Pentágono), as agressões externas tornaram-se mais frequentes e brutais (à exceção da devastação do Iraque em 1991).

15 Os EUA  implantaram leis inconstitucionais, de repressão a nacionais e estrangeiros, que podem ser presos e torturados, sem ordem judicial. Os movimentos de resistência têm sido contidos por métodos violentos.

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