Imigrantes: últimos no trabalho, primeiros na repressão

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Polícia francesa declara guerra a imigrantes de etnia cigana

Uma das nuances do sistema de exploração do homem pelo homem é a maneira especialmente brutal com que as administrações das potências imperialistas, e mesmo das semicolônias que recebem grande fluxo migratório, tratam os trabalhadores que deixam seus países de origem em busca de melhor sorte no exterior, particularmente nas nações que vendem a ideia da "oportunidade" e da prosperidade. Em tempos como os que correm, de crise geral dos monopólios, esta nuance aflora com força ainda maior, como uma veia sobressaltada denunciando a verdadeira cara da selvageria capitalista.

Assim, por exemplo, a França administrada pelo "socialista" François Hollande declarou guerra aos imigrantes de etnia cigana que vivem no país. Desde o ano passado as forças de repressão francesas vêm se empenhando com especial esmero no desmantelamento de acampamentos de ciganos e na sua deportação para países como Romênia e Bulgária.

Assim a Grã-Bretanha adotou recentemente um infame sistema de pontuação para peneirar os estrangeiros que batem às suas fronteiras, selecionando alguns estrangeiros mais estudados para ajudar a impulsionar o capitalismo britânico e descartando outros milhares como se fossem a escória do mundo. Londres já estuda colocar nas ruas uma campanha dirigida justamente a romenos e búlgaros, os mais novos cidadãos da União Europeia, com o slogan: "Não venham, o Reino Unido não é, como se pensa, um bom destino para viver e trabalhar" (querem que os romenos e búlgaros permaneçam onde estão para serem explorados, digamos, in loco, pelas transnacionais britânicas no âmbito da adesão de Romênia e Bulgária à UE).

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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