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Índia: cem milhões de trabalhadores em greve

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Trabalhadores vão às ruas, em greve, exigindo seus direitos

Mais de cem milhões de trabalhadores aderiram, em 20 de fevereiro, a uma greve geral de 48 horas de duração convocada por vários sindicatos e organizações populares da Índia contra a carestia de vida, o desemprego, o aumento dos combustíveis e a corrupção do velho Estado.

De nada valeram as ameaças do primeiro-ministro, Manmohan Singh, que atacou os grevistas acusando-os de causar "perdas à economia".

A inflação, a falta de investimento no setor público, a violação das leis trabalhistas, os baixos salários e a ausência de previdência social têm motivado grandes protestos em todo o país.

Essa grande greve paralisou os transportes, escolas, comércio, setores do funcionalismo público, os funcionários dos bancos, trabalhadores dos portos, dos setores da mineração e metalurgia, das telecomunicações e contou com a adesão até mesmo de funcionários de departamentos centrais do governo.

Os milhões de grevistas levantaram palavras de ordem por reajuste salarial e o estabelecimento de um salário mínimo nacional, seguridade social para os trabalhadores informais, contra a crescente carestia de vida, o fim da privatização das empresas estatais, etc.

Os protestos foram radicalizados próximo da capital Nova Delhi. Grandes manifestações destruíram veículos. Operários apedrejaram fábricas obrigando-as a fechar as portas no polo industrial de Noida, a cerca de 16 km de distância da capital. Há denúncias de que uma dirigente sindical foi morta na cidade de Ambala pela repressão policial.


PCI (Maoísta): "A polícia não pode erradicar nosso movimento em Gadchiroli"

Informações do jornal The Hindu e publicadas no blog Maoist Road.

Segundo informou um oficial de uma célula anti-naxalita de Gadchiroli, em janeiro houve um enfrentamento na aldeia de Govindgaon, da divisão de Aherj, em que forças da unidade policial C-60 de Maharashtra assassinaram seis maoístas. Segundo a polícia, nos últimos seis meses foram mortos Anna, comandante da área de Aheri Shankar, e o comandante da área de Aheri Dalam, Vinod Kodape. Eles estavam entre os seis mortos em Govingdaon.

Por sua parte, o Comitê Regional Ocidental de Dandakaranya do Partido Comunista da Índia (Maoísta) tornou público a traição de Suvez Haque Skekhar, de pseudônimos "Bandarapa Mallaiah" ou "Chandranna", que, junto com sua mulher, se rendeu à polícia em Andra Pradesh em novembro passado.

"Mesmo estando associado ao Partido durante bastante tempo, Shekhar sofria de múltiplas debilidades ideológicas. O Partido não levou a cabo uma batalha ideológica com ele, que decidiu trair o movimento com o qual ele esteve ligado por mais de duas décadas. Devido a seu modo de pensar estreito e enfoque burocrático, não se dava bem com os quadros do Partido", assinalou o comunicado firmado pelo porta-voz do Comitê Regional Ocidental de Dandakarnya do PCI (Maoísta). No comunicado também se afirma que Sheknar conduziu a polícia a importantes localidades e entregou importante documentação.

Também no último mês de novembro, ficou ferido em um enfrentamento próximo ao bosque de Ambapur o maoísta Riky, de pseudônimo "Lakshmi Lekhami". Igualmente em 4 de dezembro passado uma mulher naxalita (como são conhecidos os maoístas na Índia) morreu num confronto nas margens do rio Parlkota.

Quanto à notícia do falecimento em um enfrentamento armado da Secretária de Divisão do Sul de Gadchiroli do PCI (Maoísta), Narmada Akka, de 57 anos, considerada pela polícia como o "quadro maoísta feminino mais veterano", os aldeãos desta zona confirmaram ao jornal The Hindu que Narmada Akka está "saudável e perfeitamente bem" e que visitou algumas aldeias do distrito fronteiriço de Kanker, em Chhattisgarh. A polícia se recusou a fazer comentários a respeito e não confirmou se Narmada havia morrido.

Informou-se igualmente que, apesar das últimas operações que resultaram na detenção e morte de vários guerrilheiros maoístas, tem havido um aumento da atividade dos naxalitas em Gadchiroli nos últimos três meses. Em dezembro de 2012 houve cerca de 20 episódios em que os maoístas efetuaram disparos contra a polícia.

Ademais, no último dia 13 de janeiro, os maoístas incendiaram 26 veículos próximo a aldeia de Godalwahi, na divisão de Dhanora. Posteriormente, em 1° de janeiro, cerca de 10 a 15 maoístas entraram na cidade de Dhanora e dispararam para o ar. Também distribuíram panfletos e colocaram uma bandeira na cidade chamando os policiais a "deixar de servir aos Punjpati (capitalistas)" e acusando oficiais que servem em Gadchiroli de serem "corruptos".

Em uma recente nota da imprensa condenando ao assassinato de seis maoístas em Govindagaon, o PCI (Maoísta) notou que o enfrentamento foi parte da "brutal conspiração da polícia". E, mais adiante: "Nesta brutal repressão, os líderes locais Dilip Atram e Dharmarao Atram, alguns capitalistas e gerentes de empresas ajudaram a polícia". O comunicado do PCI (Maoísta) reconhece que a morte de seis maoístas junto com dois veteranos dirigentes em Govindgaon foi "um revés para o movimento revolucionário em Gadchiroli. Mas, a polícia vive em um paraíso de tontos depois de assassinar nossos camaradas e eliminar alguns de nossos dirigentes. Eles (da polícia) não podem erradicar nosso movimento em Gadchiroli".

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EGPL ataca forças policiais

Com informações de odiodeclase.blogspot.com

No dia 22 de fevereiro, o Exército Guerrilheiro Popular de Libertação – EGPL, dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta),deu um duro golpe nas forças de repressão do Estado indiano.

Seis policiais foram aniquilados em um ataque com minas terrestres acionadas por controle remoto no distrito de Gaya, estado de Bihar. Essa foi a segunda emboscada contra as forças policiais realizada nas últimas semanas.

Os guerrilheiros explodiram as minas contra um comboio policial que realizava patrulha na região. Outros dois informantes da polícia também foram aniquilados na explosão.


Filipinas: grande ataque contra multinacional

Com informações de odiodeclase.blogspot.com

Mais de cem combatentes do Novo Exército do Povo (NEP), dirigido pelo Partido Comunista das Filipinas, atacaram plantações de abacaxi da empresa multinacional Del Monte Philippines, aniquilando um guarda e ferindo outros dois. Um trator e demais máquinas agrícolas foram incendiadas e o trânsito em três cidades no sul das Filipinas foi bloqueado. A Del Monte possui uma das maiores plantações de abacaxi do mundo nas províncias de Misamis Oriental e Bukidnon.

Para realizar a ação, os guerrilheiros do NEP se vestiram com uniformes das forças armadas filipinas e viajaram em duas caminhonetes e duas motocicletas. No trajeto, eles renderam uma patrulha com três policiais em um ponto de Manolo Fortich e tomaram dois fuzis e duas pistolas.

Antes do ataque contra a multinacional, os guerrilheiros encontraram com soldados do exército reacionário e houve tiroteio durante vinte minutos. Mas, os combatentes do NEP se retiraram e avançaram para o cultivo para cumprir o objetivo.

O Partido Comunista das Filipinas elogiou e felicitou o NEP por lançar com êxito incursões simultâneas contra as grandes plantações de multinacionais em Bukidnon. Em nota, o PCF afirmou que "Os ataques de castigo contra as plantações multinacionais têm sido demandadas pelos povos indígenas e pelas massas camponesas em Bukidnon e outras partes de Mindanao, cujas terras ancestrais têm sido saqueadas, desapropriadas e envenenadas pelas corporações estrangeiras".


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