Novas informações sobre velhos crimes do imperialismo

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Centenas de crianças foram assassinadas em 2011, no Afeganistão

A hipocrisia no mundo da "geopolítica", a política do imperialismo, de fato não conhece limites. A ONU, cúmplice dos mais brutais crimes cometidos pelo imperialismo mundo afora, sobretudo pelo imperialismo ianque, mantém órgãos de "defesa" dos "direitos humanos", dos direitos das mulheres, da infância, do trabalho etc.

Não obstante, por vezes saem desses órgãos, geralmente por meio dos seus relatórios, dados e informações que atestam a própria brutalidade, o próprio horror espalhado pelas nações do mundo justamente com, digamos, o "selo de qualidade da ONU". Agora mesmo o Comitê dos Direitos das Crianças das Nações Unidas divulgou dados que dão conta de centenas de crianças mortas pela Otan no Afeganistão. Só em 2011, segundo a ONU, foram 110 crianças mortas e 68 feridas em ataques dos invasores estrangeiros em território afegão.

Na sequência da divulgação desses dados, em meados de fevereiro, ocorreu mais um episódio sangrento no Afeganistão, de extrema brutalidade, protagonizado pelo que o monopólio internacional da imprensa gosta de chamar de "forças de ocupação". Pelo menos dez pessoas, crianças e trabalhadores afegãos, morreram destroçados em um bombardeio aéreo.

Desde mais este massacre o povo afegão intensificou os protestos nas ruas contra a invasão estrangeira e os crimes do imperialismo, a ponto de fazer o comandante das forças invasoras da Otan, o ianque Joseph Dunford, anunciar a suspensão do "apoio aéreo" a operações militares realizadas em áreas residenciais — um sinal de intimidação do agressor ante a força e a autoridade das massas afegãs.

Em relação à situação da ocupação imperialista no Mali, a torpe Organização das Nações Unidas já começa a apregoar a sua cantilena hipócrita de praxe em casos de agressões das potências capitalistas a nações diversas no contexto da repartilha do mundo. Dessa forma, e como se não tivessem nada com isso, os burocratas da ONU, avalizadores dos crimes do imperialismo, já começam a falar em "crise humanitária" no Mali, decorrente do "conflito interno" que o país vive, conflito agravado justamente pelo desembarque em Bamako do exército francês.

Assassinatos via controle remoto

Pois a dona ONU, que chancela a intervenção imperialista no Mali, agora "alerta" que o país não pode se dar ao luxo, mas está sob risco, de pular uma colheita, sob pena de dois milhões de malianos morrerem de fome, caso o "conflito" se prolongue.

Ora, e o que acontecem com as guerras de agressão do imperialismo senão prolongarem-se indefinidamente, graças às resistências armadas que as potências colonizadoras encontram pela frente e, portanto, às dificuldades que o imperialismo enfrenta para levar a cabo suas estratégias "geopolíticas" e para abrir caminho para a devastação dos seus monopólios, vide Iraque e Afeganistão.

E por falar em crimes do imperialismo, surgiram novas informações também sobre uma das suas nuances mais atrozes: as torturas em prisões secretas e clandestinas da CIA mantidas mundo afora com a cumplicidade de gerenciamentos, ou "governos", títeres do USA.

No dia 14 de fevereiro o novo chefe da CIA, John Brennan, recentemente apresentado por Obama como novo chefe-geral da agência ianque de espionagem e sabotagem, admitiu que tinha conhecimento das torturas sistemáticas impostas a presos políticos do imperialismo ianque praticadas em prisões secretas de vários países e nas masmorras de Guantánamo.

Brennan é ex-chefe da CIA na Arábia Saudita, responsável por instalar na Península Arábica uma base operacional de "drones", aviões-robôs assassinos que viraram a menina dos olhos dos senhores da guerra de Washington. Durante sua sabatina no Senado ianque antes da sua posse no novo cargo, ele foi alvo de protestos centrados justamente na covarde matança via controle remoto.


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