O tempero do Manjericão

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Com o espetáculo O dilema do Paciente o Manjericão foi de Porto Velho a Manaus pelos rios Madeira e Amazonas

Grupo gaúcho de teatro de rua, o Manjericão trabalha com um teatro politicamente engajado, com críticas sociais. Com uma vasta pesquisa dos elementos da Commedia Dell'Arte, uma forma de teatro popular improvisado, que começou na Itália no século 15, o grupo trabalha com máscaras e bonecos, envolvidos no regionalismo gaúcho, através das vestimentas, música, sotaque e histórias dos personagens. 

— O grupo foi fundado há 15 anos, por mim e Anelise Camargo Garcia, com a intenção de experimentar as diversas linguagens teatrais, principalmente no espaço cênico aberto, o teatro de rua. Até já fizemos alguns espetáculos para o teatro de palco, mas, depois de algumas temporadas, vimos que a rua era mesmo o nosso chão — conta Márcio Silveira dos Santos.

— Temos como forte característica o trabalho com elementos das formas animadas. Então quando trabalhamos com o circo teatro, com a Commedia Dell'Arte',  e outros, procuramos inserir as máscaras, bonecos e suas diferentes manipulações, e demais adereços que de certa forma são necessários para o ambiente da rua — continua.

— E desde o princípio procuramos trabalhar um teatro mais engajado, com uma postura política, não tão profundo no termo político partidário, mas no sentido da reivindicação do humano no espaço da sociedade, saúde, educação, no seu ambiente de trabalho, seja em fábrica, empresa, escritórios ou trabalhadores ambulantes na rua, etc. — explica.

Márcio destaca O dilema do paciente como espetáculo que marcou época.

— Foi uma das nossas primeiras montagens, tem 14 anos, e ainda circulamos com ela. Preconizou um trabalho de resgate do circo teatro, no caso, bem mais específico gaúcho. O espetáculo fala das várias instâncias da saúde hoje no Brasil. É uma montagem que infelizmente a cada dia torna-se mais atual, devido ao seriíssimo descaso com a saúde pública e privada no país — constata.

— Começa com números circenses baseados em pesquisa cênica em cima do Charles Chaplin e Federico Fellini, a questão do circo, do teatro grotesco, bizarro, tudo voltado para a questão da saúde. Conta o caso de um palhaço que fica cheio de manchas azuis e vai se consultar com médicos bizarros. Tem um desfecho tragicômico — conta.

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