Ataques orquestrados do governo e empreiteiras no PAC

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O incêndio do alojamento foi resposta às agressões sofridas por trabalhadores no refeitório

A manchete da última edição de AND anunciava o novo ciclo de revoltas nas obras do PAC. Noticiamos a rebelião operária que incendiou o canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Colíder, localizada no Norte do Mato Grosso, nos dias 11 e 12 de fevereiro. Mas essa não foi a primeira. Uma semana antes, em 3 de fevereiro, os operários da Usina Hidrelétrica de Ferreira Gomes, localizada no Amapá, se levantaram em um grande protesto desencadeado pela agressão de seguranças contra trabalhadores no horário do jantar.

A obra dessa usina, localizada no município de Ferreira Gomes, a cerca de 130 km de distância da capital Macapá, é responsabilidade do governo federal e é tocada pela Ferreira Gomes Energia, que por sua vez é propriedade do Grupo Alupar Investimento S/A e esse por sua vez é de um gigantesco conglomerado chamado Grupo Alusa, que atua nas áreas de engenharia, construção, manutenção e operação de sistemas de transmissão de energia.

Os operários da Usina Ferreira Gomes já haviam realizado, nos últimos dois anos, pelo menos duas paralisações gerais denunciando péssimas condições de trabalho e alimentação, os baixos salários, a precariedade dos alojamentos, a falta de transporte adequado para o local de trabalho, etc.

"A revolta dos trabalhadores teve início após a empresa se recusar a atender uma longa pauta de reivindicações, incluindo melhores condições de trabalho" [fonte: cspconlutas.org.br]. Relatos e denúncias publicadas em páginas na internet dão conta de que a agressão dos trabalhadores pelos seguranças da empresa no refeitório do canteiro de obras foi a gota d’água para a deflagração de um grande protesto que incendiou pelo menos 12 alojamentos.

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