Lula: histórico bombeiro de greves

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

Na manhã de 28 de fevereiro o operário-padrão do FMI fez uma "visita surpresa" às obras do estádio Maracanã acompanhado do gerente estadual Sérgio Cabral Filho.

Na semana que antecedeu sua "visita", os operários paralisaram os trabalhos por 24 horas exigindo reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Na ocasião, Sérgio Cabral em pessoa foi para a mesa de negociações e impôs os índices que convinham ao governo e aos patrões, bem abaixo do exigido pelos operários, para que as obras fossem retomadas.

Em seu discurso para os operários, Luiz Inácio disse:

"Em 1979, eu fui chamado a Belo Horizonte por conta de uma greve na construção civil quando morreu um operário. Naquele tempo, os trabalhadores não eram bem tratados. Nós evoluímos muito. (...) Nós vivemos em um momento em que não é proibido pedir e reivindicar. Nós conquistamos o direito de andar de cabeça erguida nesse país. Agora, nós governantes temos que compreender que a democracia será consolidada quando os trabalhadores tiverem um padrão de vida decente e digno".

O ex-gerente semicolonial realmente esteve em Belo Horizonte em 1979. Porém, para tentar dar fim à grande rebelião da classe operária que convulsionava a cidade, para selar um acordo com os patrões e acabar com o movimento.

Agora, mais uma vez, foi cumprir seu papel histórico de bombeiro de greves no Maracanã.

A classe operária é explorada e oprimida "como nunca na história desse país" sob o gerenciamento oportunista do PT. Vide a grave situação dos operários nas obras do PAC. Somente nos últimos meses trabalhadores foram presos e processados por participarem de greves por direitos essenciais como melhores condições de trabalho e salários nas Usinas Hidrelétricas de Belo Monte – PA, Colíder – MT e Ferreira Gomes – AP.

E quando esses trabalhadores conseguirem de fato erguer suas cabeças e romper com os grilhões do oportunismo, não haverá pelego ou repressão que contenha a sua revolta.

Augusto Sousa
Belo Horizonte


NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Matheus Magioli Cossa
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ana Lúcia Nunes
Rodrigo Duarte Baptista
Vinícios Oliveira

Ilustração
Taís Souza