Chávez morreu! O "socialismo do século 21" morrerá?

Hugo Chávez impôs um estilo de fazer política na América Latina, no qual o impulso burocrático do aparato estatal – ainda que com dificuldade em comparação com as décadas de 1950 e 1960 – e a exaltação à identidade latinoamericana (ainda incipiente) o colocou na cena da construção do chamado "socialismo do século 21". A verborragia nacionalista paralela a uma retórica anti-ianque estiveram na ordem do dia.

Sem dúvida, Chávez ocupou um lugar de primeiro plano na trama da reestruturação dos Estados latinoamericanos no contexto de uma época pós-neoliberal, na qual quase todos os governos alienaram para empresas transnacionais seus exíguos patrimônios públicos destinados à incipiente promoção das empresas estatais. Estas, por sua vez, foram instaladas através de empréstimos usurários com bancos transnacionais entre as décadas de 1950 e 1970. Tais Estados também hipotecaram seus recursos naturais a estes interesses transnacionais. 

Chávez iniciou uma nova época de nacionalizações ou estatizações de empresas, que configurou uma expansão dos setores burocráticos, em especial aqueles saídos dos quarteis militares venezuelanos e de alguns sindicatos. Uma espécie de reedição do apoio aos setores burocráticos como ocorreu no Brasil, na década de 1950, com Getúlio Vargas; na Argentina com Perón; na Bolívia com Paz Estensoro; com o terceiro período do presidente Velasco Ibarra no Equador; ou com o governo militar de Velasco Alvarado, no fim da década de 60, no Peru. Na Venezuela, este impulso burocrático foi feito de maneira menos contundente com os governos de Rómulo Betancourt e Rafael Leoni, entre o final da década de 1950 e começo da década de 1960.

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