Notícias da Guerra Popular

A- A A+
Pin It

Filipinas

Dezesseis agentes da repressão aniquilados

Com informações de odiodeclase.blogspot.com

http://www.anovademocracia.com.br/107/24a.jpg
Unidade do Novo Exército do povo comemora 44º aniversário do PCF

O Novo Exército do Povo - NEP, dirigido pelo Partido Comunista das Filipinas, completou, no último dia 29 de março, o seu 44° aniversário de fundação. Para celebrar este acontecimento, o NEP lançou uma série de ofensivas militares, aniquilando 16 soldados das forças de repressão e capturando armas do inimigo.

Em 13 de março, uma unidade do NEP montou um posto de controle em Butuan e desarmou dois oficiais da polícia, identificados como Walter Suralta e Romulo Lagarde. Ainda nesse dia, os combatentes do NEP emboscaram os reforços enviados pelo exército filipino e pela polícia nacional para combatê-los. Três soldados e cinco policiais foram aniquilados.

No dia 14, outra unidade do NEP confiscou uma escopeta e um rifle calibre 22 de agentes da repressão da região de Presidente de Cahayagan, Carmen, Agusan del Norte.

Em 15 de março, ocorreu uma emboscada contra tropas do exército reacionário em Minlangit, Rojales, Agusan del Norte. Cinco soldados foram aniquilados.

Dois dias depois, outra emboscada contra as tropas da reação em Alicapawan, Manoligao, Agusan do Norte. Três soldados foram aniquilados.

Esta série de ações militares do NEP foi uma resposta a convocatória nacional para intensificar a Guerra Popular e avançar para a etapa de Equilíbrio Estratégico planejada pelo Partido Comunista de Filipinas.

Peru

EGPL "voa" torres de telefonia

Segundo informações veiculadas na imprensa peruana, em 20 de março combatentes do Exército Guerrilheiro Popular - EGPL, dirigido pelo Partido Comunista do Peru, derrubaram, simultaneamente, três torres de transmissão da empresa Claro Peru, que forneciam serviços de telefonia celular em Huachocolpa, província de Tayacaja, em Huancavelica. Dois dias antes, uma antena de telefonia fixa e móvel já havia sido derrubada em outra explosão ocorrida em Llochegua, distrito na província de Huanta, Ayacucho. 

Índia

Estado genocida ataca e destrói aldeias

http://www.anovademocracia.com.br/107/24b.jpg
Aldeões enterram o camponês assassinado

Em 18 de março, o blog Revolución Naxalita divulgou uma nota da União de Estudantes Democráticos (Índia) sobre as atrocidades cometidas pelas forças policiais do velho Estado no estado de Chhattisgarh. Muitas dessas operações visam atacar a resistência e a guerra popular dirigida pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta).

De meados de janeiro até a primeira semana de fevereiro, várias aldeias do distrito de Bijapur, em Chhattisgarh, sofreram com o terror das forças armadas do Estado indiano.

As Forças de Polícia da Reserva Central (CRPF, sigla em inglês), polícia estatal de Chhattisgarh, grupos paramilitares, junto com vários aparatos repressivos do Estado, orquestraram uma perseguição sistemática de aldeias, queimaram centenas de casas e escolas  construídas pelo povo, prenderam habitantes jovens e idosos e os torturaram fisicamente enquanto queimavam suas residências.

A aldeias afetadas são as de Pidia, Tomnaka, Singham, Lingham, Komati, Tomudum e Kondapadu, e em cada uma delas entre oito e trinta casas foram incendiadas pelas forças armadas. No povoado de Dodi-Tumnar, uma escola com instalações para 100 crianças, foi saqueada e queimada pelas forças repressivas invasoras na última semana de janeiro.

Dois batalhões com aproximadamente mil soldados da CRPF chegaram a escola por volta das 9h. Começaram a destruir sistematicamente o local depois de disparar para o ar diversas vezes. As crianças e professores fugiram para a selva, mas as forças armadas capturaram um ancião e cortaram sua mão com sua própria foice. Os soldados ainda saquearam o armazém e a cozinha da escola, envenenaram a água do poço e destruíram a estrutura  antes de queimá-la.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

Em seguida, se encaminharam para a aldeia de Pidia. Este povoado, que tem cerca de 265 habitações, teve cerca de 30 casas queimadas, instrumentos de trabalho e depósitos destruídos.   Após a ação sanguinária, junto aos destroços, os soldados beberam cerveja e comemoraram. É evidente que este ataque planejado é parte da rotina da vida militar envolvida em destruição gratuita e tem o divertimento com a impunidade.

Com a queima de escolas, casas e fontes de subsistência, além das torturas físicas contra centenas de adivasi (povos indígenas da Índia), o Estado procurou legitimar a violência em nome do "desenvolvimento".

Os moradores foram obrigados a ficar na floresta por três dias, enquanto as Forças Armadas acamparam na aldeia e nas montanhas que cercam a cidade. Alguns jovens foram detidos por força das armas e brutalmente espancados. Muitos foram presos.

O Estado indiano orquestra estas operações em estados como Chhattisgarh alegando que servem ao "desenvolvimento" da região, mas está claro que seu objetivo é combater as forças revolucionárias e tentar impedir que o povo se uma a elas.

Apesar dos ataques sanguinários das forças de repressão e das imensas dificuldades surgidas da destruição das aldeias, os adivasi têm aderido aos Janatana Sarkar (formas coletivas de organização política e econômica das aldeias), sob direção dos maoístas. Eles organizaram a distribuição de alimentos e remédios aos habitantes atacados pela violência do velho Estado, prestaram solidariedade aos feridos e às famílias dos presos. Após a destruição, através dos Janatana Sarkar as aldeias estão reerguendo suas casas, recompondo suas forças e reorganizando a resistência.


Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja