Música e luta do povo

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Músicos e amigos engajados na luta política por uma sociedade mais justa, o brasiliense Fábio Carvalho e o paulistano Pedro Nathan desenvolvem um trabalho em dupla baseado na música popular brasileira e nas letras sobre problemas sociais e resistência. Defendendo o que chamam de "pensamento coletivo de luta", a dupla promove uma roda de samba mensal em São Paulo, e trabalha seu primeiro disco, procurando se somar a uma massa sem voz.

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— Começamos uma aproximação para formar a dupla através de amigos que comentavam sobre nós. Já tínhamos individualmente um trabalho, eu havia gravado três discos solo, com composições minhas e o Pedro tinha muitas composições e muita vontade de cantar. Assim decidimos fazer a parceria — conta Fábio Carvalho.

— O trabalho solo que desenvolvi já era pautado pela música popular brasileira. Sempre gostei e acreditei nos ritmos brasileiros, e sempre me preocupei em tentar fazer uma música que contribuísse com a formação política das pessoas. Me identifiquei com o Pedro por ele seguir esse mesmo pensamento. Não são tantos os compositores que têm a maior parte da obra voltada para as questões sociais — continua.

— O que me estimulou a compor foi exatamente essa oportunidade de passar uma mensagem para as pessoas. O principal de uma música para mim é a letra, a poesia. Se a melodia não for tão boa, mas a letra for ótima, passar o recado, já está valendo. Quando as duas são boas então, é melhor ainda — acrescenta Pedro Nathan.

O repertório da dupla é principalmente de sambas, além de choro, maxixe, marcha, baião e outros.

— As letras são inspiradas nas questões das injustiças sociais, das desigualdades, a questão da classe, da unidade das classes trabalhadoras na história do povo brasileiro, críticas ao capitalismo. É indignante se deparar com situações de desigualdades, miséria extrema e riqueza inútil extrema, não só no Brasil ou América Latina, mas no mundo em geral — expõe Fábio.

— Na verdade não é um pensamento meu e do Pedro que musicamos, mas sim um pensamento coletivo. Não são ideias nossas particulares, são ideias de lutas do povo construídas ao longo da história, por uma sociedade igualitária, sem classes sociais. É uma maneira de dizer o que está sendo construído em termos de conhecimento humano, em termos de engajamento — explica.

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