Violência policial durante despejo em SP

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Moradores mobilizados contra o despejo

Na manhã do último dia 26 de março, a Polícia Militar se São Paulo usou de sua costumeira truculência para efetuar o mandado de reintegração de posse num terreno de 130 mil metros quadrados localizado na Avenida Bento Guelfi, no Jardim Iguatemi, zona Leste da capital.

Um esquema de guerra foi montado contra a população, com cerca de 130 policiais da tropa de choque, com reforços da Força Tática, do policiamento de trânsito, dos bombeiros e da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Bombas de efeito moral foram lançadas contra a população. Os moradores tiveram que retirar pertences correndo. Dois homens e uma mulher ficaram feridos e foram levados pelo Samu para o Hospital de São Mateus.

Segundo fontes divulgadas na imprensa, cerca de 1.700 pessoas habitam o terreno, que começou a ser ocupadohá um ano atrás por famílias pobres que lutam, sob duras condições, por moradia. O proprietário conseguiu na "justiça" o direito de retomar a posse. O terreno é conhecido como 'Pinheirinho 2'.

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Mulheres e crianças foram vítimas da repressão policial

Devido à grande mobilização popular e após a repercussão do fato, por volta das 13h, a Polícia Militar suspendeu a ação de reintegração de posse. A prefeitura de São Paulo havia pedido ao Tribunal de Justiça do Estado que suspendesse o despejo de forma imediata.

Até o fechamento desta edição de AND, o major Luís Roberto Miranda havia decl a rado que have r ia uma reunião entre a PM, o Procurador Geral do Município, o juiz da 4ª Vara Cível de Itaquera (que manteve a liminar) para discutir a situação. Após o confronto com a repressão, o moradores festejaram a vitória parcial e transportaram alguns de seus pertences de volta para suas casas.

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