USA e seus lacaios preparam a segunda Guerra da Coreia

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Treinamento de soldado norte-coreano

Há várias semanas, toda a imprensa internacional vem dando repercussão à mais nova provocação imperialista em seus objetivos negros de submeter os povos, desta vez na Península coreana. Como sempre, o imperialismo ianque mobiliza seus meios de comunicação reacionários para apresentar o país agredido – a República Popular e Democrática da Coreia – como o agressor, e também para omitir e tergiversar o que de fato originou as tensões. Afinal, quem não se lembra de escandalosas manchetes com alaridos como "Coreia do Norte anula o Armistício e ameaça o mundo!" ou "Coreia do Norte ameaça bombardear os EUA!"? Vamos aos fatos que o USA preferem esquecer.

O USA é o país mais armado de meios nucleares de destruição, mais ameaçador e agressivo de todo o mundo. De acordo com dados disponibilizados por fontes do próprio governo ianque no ano de 2011, os gastos militares anuais do USA são nada menos que 850 bilhões de dólares. 48% dos gastos mundiais com armamentos são do USA. Enquanto que os gastos com setores que realmente interessam às massas populares deste país, como educação, saúde, transporte, saneamento, desenvolvimento social, etc. só recebem cortes, os gastos com armamentos só aumentam.

O USA foi o único país do mundo a lançar mão da bomba atômica contra outro povo. Além disso, o USA é o maior exportador de fuzis leves do mundo. É o detentor das maiores ogivas nucleares do mundo. Como podemos ver, a economia ianque é imperialista e militarizada – depende das guerras, dos genocídios e da sangria de outros povos para seguir se desenvolvendo.

Desde o início do novo milênio, o USA já provocou três novas guerras – no Afeganistão, no Iraque, na Líbia e, atualmente, tenta mover sua máquina de guerra e mercenários para iniciar uma nova agressão contra a Síria e o Irã. Eis o quadro do país que se autodenomina a "terra das oportunidades", "bastião da democracia e da liberdade", que "leva a democracia para o mundo".

A Coreia do Sul, da mesma maneira, possui em seu território mais de mil armas nucleares, introduzidas pelo USA em suas bases militares no início dos anos de 1970. Possui um contingente de mais de 700 mil gendarmes, soldados, policiais e mercenários, prontos para agredir a República Popular Democrática da Coreia e massacrar o movimento popular, patriótico e revolucionário sul-coreano, junto com 40 mil soldados ianques ocupantes do território da Coreia do Sul.

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Soldados da Coreia do Sul

Durante o início dos anos de 1970, a Coreia do Sul mobilizou quase 100 mil soldados, ao lado de seus mestres ianques, para incinerar crianças, mulheres e jovens na Guerra imperialista de agressão ao Vietnã. De maneira ainda mais submissa e servil, podemos citar o caso deplorável de que é a Coreia do sul o único país do mundo que, para ter seu território ocupado por forças estrangeiras, paga bilhões de dólares anualmente ao país ocupante.

No outro extremo, a Coreia Popular possui um gasto anual de 5 bilhões de dólares com defesa (dados de 2004 – há quem diga que os gastos tenham diminuído), ou somente 16% do orçamento estatal (de acordo com o informe dado pelo ex-primeiro ministro da RPDC, Choe Yong Rim). Isso, claro, para um país que está em pé de guerra com a maior potência imperialista do mundo. Não duvidamos que existam países no mundo que, ainda que em períodos de paz, gastem muito mais do que a RPDC em defesa e demais setores militares.

O Acordo de Armistício foi assinado em 27 de julho de 1953. Após esse dia, todos os povos progressistas e democráticos do mundo focavam no parágrafo 60 do documento, que conclamava a retirada de todas as tropas estrangeiras de território da Coreia, com o fim de que as partes Norte e Sul se reunificassem pacificamente e resolvessem suas questões e diferenças sem a interferência de potências estrangeiras.

Com efeito, não há qualquer presença de tropas estrangeiras no norte da Coreia desde 1958, quando foram evacuadas as últimas unidades do Exército Voluntário do Povo Chinês. Descaradamente, foi assinado em 8 de Agosto de 1953 o "Tratado de Defesa Mútua" entre o USA e ROK ("República da Coreia"), que legalizava a ocupação colonial, ilegal e criminosa no sul da Península, violando da maneira mais explícita possível o parágrafo 60 do Acordo de Armistício que conclamava a retirada das tropas estrangeiras.

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O parágrafo 13 do Acordo de Armistício bania a introdução de planos operacionais, veículos armados, armas e munições na Península da Coreia por meio de países estrangeiros. O USA sabotou unilateralmente o parágrafo 13 do AA em 21 de junho de 1957 e introduziu sistematicamente enormes e modernos artefatos bélicos na Coreia do Sul, assim como mais de mil armas nucleares dos mais diferentes tipos. Como resultado dessa manobra monstruosa, a Coreia do Sul se transformou no maior arsenal nuclear do Extremo Oriente.

O USA violou e repeliu todos os parágrafos do Acordo de Armistício que causavam empecilhos à preparação de uma nova guerra na Coreia, e destruiu todos os mecanismos para a implantação do Acordo de Armistício. As sérias violações por parte do USA contra o Acordo de Armistício tornaram defuntas as sentenças relacionadas à Comissão Militar de Armistício dos pontos 19 a 35, do parágrafo 2, assim como as sentenças relacionadas à Comissão Supervisionadora de Nações Neutras dos pontos 36 a 50 do mesmo parágrafo.

O USA fez provocações militares constantes contra a RPDC, sem quaisquer restrições legais e institucionais para impedir suas manobras, e sempre fazendo o uso da força. Os casos de violação do Acordo de Armistício por parte dos USA ultrapassam a casa das centenas de milhares, de acordo com vários encontros feitos pela Comissão Militar do Armistício. Contudo, o Acordo de Armistício foi capaz de existir até então, pelo menos em termos formais, graças à paciência da RPDC.

A RPDC fez várias propostas para acabar com o armistício e garantir a paz duradoura na península coreana. Entre as várias propostas feitas, inclui-se a conclusão do tratado de paz entre a RPDC e o USA (nos anos 1970), uma tentativa de levar a cabo as conversações das três partes, incluindo a Coreia do Sul nas conversações RPDC-EUA (nos anos 1980), uma para se criar um novo mecanismo que garantisse a paz (nos anos 1990), uma para se acabar com o estado de guerra nas conversações das seis partes envolvidas com o Acordo de Armistício (em 2007), e uma para se retomar as conversações para se substituir o acordo de Armistício pela Tratado de Paz, feita durante o aniversário de 60 anos do início da Guerra da Coreia (em 2010).

Como visto, era absolutamente inaceitável que a RPDC, à luz de seus interesses como um Estado soberano, ficasse a mercê de um documento jogado no lixo como um par de sapatos velhos pela outra parte. A RPDC foi constrangida a tomar a contramedida de anular o Acordo de Armistício para defender a segurança do país, as conquistas da Revolução e para assegurar a soberania da nação coreana em face da ameaça de agressão militar por parte dos USA.

Diante da ameaça iminente de agressão imperialista, é tarefa dos democratas e revolucionários do mundo a defesa do povo do norte da Península da Coreia.


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