Chilenos em pé de guerra contra privatização do ensino

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Jovens chilenos confrontam as forças de repressão

Mais de cem mil estudantes saíram às ruas de Santiago no último dia 11 de abril, exigindo uma educação pública gratuita e de qualidade. Houve confrontos com a polícia. Mais de cem manifestantes foram presos e dezenas de pessoas ficaram feridas, entre elas oito agentes da repressão. A manifestação teve início na Praça Itália e partiu pela Avenida Alameda, terminando na Estação Mapocho. Algumas fontes afirmam que o número de pessoas presentes ultrapassou os 150 mil. Os primeiros confrontos com a polícia ocorreram quando os manifestantes tentaram passar por ruas que não estavam autorizadas.

Os jovens responderam com vigor à violência dos carabineros (policiais), que utilizaram jatos d’água, bombas de gás lacrimogêneo e pistolas de tinta contra os estudantes. Segundo Eliecer Sola, chefe local da polícia, 24 menores e 85 adultos foram presos, totalizando 109 pessoas. Entre os oito policias feridos, um ficou com queimaduras graves nas pernas.

O movimento estudantil chileno, que vem tendo destaque nos últimos anos por sua combatividade, se posiciona radicalmente contra as medidas de privatização da gerência Sebastián Piñera e exige o fim do modelo de ensino herdado do regime militar fascista de Augusto Pinochet (1973-1990).

Os protestos são constantes, assim como os enfrentamentos com a tropa de choque da polícia. No fim do mês de março, no dia 28, uma outra combativa manifestação resultou na prisão de pelo menos 60 pessoas. Um policial ficou ferido e um jovem foi detido com um coquetel molotov. No dia seguinte, 29, milhares de manifestantes entraram mais uma vez em confronto com a polícia nas manifestações do Dia do Jovem Combatente, que lembraram o assassinato de dois jovens durante o regime militar.

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