Garimpando cultura

Cantor, compositor e forrozeiro, o alagoano Eliezer Setton é um garimpador da música brasileira. Com composições gravadas por Oswaldinho, Mestre Zinho, Elba Ramalho, Leci Brandão, Dominguinhos, Luiz Vieira, Rildo Hora, entre outros, e uma trajetória construída a partir de Maceió, da música nordestina, Eliezer tem expandido seu horizonte e viajado pelo país com shows cheios de músicas, histórias e conversas com o público.

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— Meu trabalho de garimpador de música veio se consolidando com o tempo. Prefiro dizer que estou garimpando do que pesquisando, porque a pesquisa para mim é a pessoa falar tudo sobre alguma coisa e garimpo é falar algumas coisas sobre tudo, e de preferência que possa ser subsídio para uma conversa musicada e bem humorada — fala Eliezer Setton.

— Gosto de sair pelo caminho da música, futucando aqui e ali na história, nos personagens, na geografia, e assim trabalhando a minha música, formando meu repertório — continua.

Os festivais de música marcaram o início da carreira de Eliezer, e também ajudaram no seu desenvolvimento.

— Comecei a compor em 1976, colocando música nos versos de um poeta amigo. No ano seguinte já tinha umas dez composições e assim participei do primeiro Festival Alagoano da Canção Nordestina. Depois participei de vários outros festivais, como o Canta Nordeste, quando fui finalista em 1994/95, com transmissão ao vivo pela televisão para todo o Nordeste — recorda.

— Minha primeira participação em disco foi por conta de um festival, o primeiro Alagoano da Canção Nordestina. Consegui classificar Desesperança, com letra e música de minha autoria, falando sobre a temática social do nordeste, a seca, e essa entrou no LP do festival — continua.

— Em uma parte de Desesperança digo: 'o sertanejo por ser tão resignado', aparecendo um trocadilho com 'sertão' 'sertanejo', pela primeira vez mostrando meu lado trocadilhista, algo que gosto muito. Inclusive meu pai era um trocadilhista, cresci ouvindo trocadilhos e sempre fui metido a fazê-los — brinca.

Setton Neto, o gringo do samba, como era conhecido entre amigos, foi um dos fundadores da Rádio Difusora de Maceió, em 1948.

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