Patrões mandam operários para a morte em Bangladesh

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Mais de 300 trabalhadores mortos e cerca de dois mil feridos. Este foi o macabro saldo do desabamento de um prédio onde funcionavam várias fábricas de roupas ocorrido no último dia 24 de abril na cidade de Savar, no miserável Bangladesh, nas proximidades da capital desta semicolônia, Dacca.

Um dia antes da catástrofe, enormes rachaduras apareceram no edifício Raza Plaza, onde trabalham cerca de quatro mil operários do setor têxtil bengali, o mais barato do mundo, onde os custos de produção de uma camisa são os mais baixos do planeta, ou seja, onde os trabalhadores são mais explorados por grandes marcas de vestuário sediadas na Europa e no USA. As enormes rachaduras provocaram pânico entre os trabalhadores, sendo que alguns chegaram a se ferir na correria para abandonar o local.

As rachaduras, verdadeiras fendas, segundo relatos, assustaram até mesmo os técnicos do equivalente bengali à Defesa Civil brasileira, técnicos que foram chamados para verificar o prédio. Eles se recusaram a terminar a vistoria, tamanho era o risco detectado até mesmo para uma rápida permanência no local. Os donos das fábricas que funcionavam no prédio, entretanto, obrigaram os trabalhadores a compareceram para o expediente, sob pena de, caso contrário, serem descontados nos salários ou irem para o olho da rua.

O resultado foi o que se viu. As vítimas do edifício Raza Plaza se juntam aos mais de 600 mortos e três mil feridos nos últimos 15 anos em incêndios e desabamentos ocorridos em fábricas têxteis no país, segundo dados da Federação Nacional de Trabalhadores do Setor Têxtil de Bangladesh. Em 2005 um desabamento semelhante matou 61 operários e deixou outros 86 feridos. Em 2010 um outro edifício veio abaixo, matando pelo menos 25 pessoas. Em 2012, cem trabalhadores morreram queimados em um incêndio que devastou uma fábrica em Dacca.

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