Lucy Parsons, "a mulata que não chora"

1º de maio – Dia do internacionalismo proletário

http://www.anovademocracia.com.br/109/17.jpgJosé Martí, destacada figura da luta de libertação do povo cubano contra o colonialismo espanhol, enviou uma carta ao diretor do jornal La Nación em 2 de setembro de 1886, relatando o processo político e o julgamento dos líderes operários das jornadas de luta do 1º de maio em Chicago. José Marti, que vivia no USA àquela época, cita a postura combativa e altiva de uma mulher que liderava uma mobilização internacional contra a condenação dos dirigentes operários. Ele a chama de "a mulata que não chora".

Essa mulher era Lucía Eldine Gonzalez, mais conhecida como Lucy Parsons.

Filha de uma família proletária, ela nasceu no Texas, fruto da mistura do sangue dos negros africanos e estadunidenses nativos, somada à sua ascendência mexicana. Desde muito jovem ela foi alvo do preconceito e perseguições devido a sua origem de classe, por ser uma mulher combativa, e pela cor de sua pele.

Em 1872, ela e seu companheiro Albert Parsons foram forçados a deixar o Texas devido às perseguições políticas e mudaram-se para Chicago. Nesse período, a classe operária sofria terrivelmente com os baixos salários e o desemprego e as lutas do proletariado se radicalizavam devido à crescente influência das ideias socialistas.

No verão de 1877 ocorreu uma das maiores mobilizações de massas da história do USA, que culminou em uma grande greve. Os trabalhadores ferroviários eram a vanguarda dessa luta que se estendeu por todo o país. Em Chicago se travou uma grande batalha que contou com a intensa participação de Albert e Lucy Parsons. Milhares de operários marchavam pelas ruas agitando palavras de ordem contra o desemprego, a carestia e por melhores salários. Conta-se que em um desses protestos, Lucy e Albert marchavam à frente de 25 mil trabalhadores.

Quando Albert Parsons foi demitido devido a sua militância, Lucy abriu uma loja de roupas e sustentou a sua família. Enquanto isso, junto de outras companheiras, empenhava-se na construção da Liga Internacional das Tecelãs.

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