Teatro de pesquisas e inovações

Nascido durante uma pesquisa feita por alunos de teatro da Universidade Federal de Uberlândia, junto a população ribeirinha do Vale do Jequitinhonha, MG, o Coletivo Teatro da Margem atua na mineira Uberlândia e outras partes do país com um teatro crítico e inovador que, entre outras coisas, não demarca espaço para ator e espectador, dando liberdade para ambos.

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— O coletivo surgiu em 2007, pensando em primeiro lugar num teatro que discutisse questões que estão hoje no mundo e que são colocadas para nós de alguma forma. Toda a nossa perspectiva vem no sentido de uma ação social do artista, de uma pesquisa de linguagem ligada ao nosso contexto sociocultural — conta Narciso Telles, um dos fundadores do coletivo.

— Foi em Araçuaí, uma das cidades do Vale do Jequitinhonha, que resolvemos criá-lo. Já havíamos passado por várias localidades fazendo uma pesquisa de campo que objetivava a criação de um trabalho a partir de narrativas de moradores das margens dos rios — diz.

— Mas a ideia de margem no nosso nome não é somente relacionada a questão das margens do rio, também ao fato de estarmos fora do eixo Rio-São Paulo. De alguma maneira, toda produção que acontece fora desse eixo está à margem do dito centro cultural do país — explica.

Normalmente em seus espetáculos, atores e espectadores não têm espaços definidos.

— Procuramos não fazer uma divisão de palco e plateia, isso tanto nas ruas e praças, como ambientes fechados. Não fazemos procissão ou algo assim, trabalhamos dentro do universo da praça, por exemplo, mas em vários espaços, fazendo com que o público nos acompanhe e também se organize. Se vai se organizar em roda, em meia lua, ficar mais distante, etc, não temos controle — expõe Narciso.

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