Opiniões

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Nova Semântica

O papel que A Nova Democracia está desempenhando nesta quadra de nossa história é altamente relevante pelo seu caráter corajosamente nacionalista (quando muitas consciências vendem-se na bacia das almas), por suas lutas em favor dos espoliados, alem de denunciar a globalização excludente e o subalterno e alienado papel desempenhado pela mídia hegemônica, ligada ao capital financeiro e especulativo, intrinsecamente explorador.

Como disse alguém, na nova semântica dos dominadores, cinismo virou pragmatismo; imperialismo é chamado de globalização e colonialismo não mais existiria.

No Uruguai, Liberdade era o nome de uma cadeia para presos políticos.

Emanuel M. Vieira
Brasília - DF


O mundo aos pés do imperialismo

É realmente triste e lamentável constatarmos que continuamos aos pés do imperialismo. Uma de suas últimas jogadas foi a globalização, através do neoliberalismo apoiado pelo capitalismo mundial. Na década de 60, 70 e 80, a América Latina viveu sob a ditadura militar por determinação do imperialismo comandado pelo USA. Hoje, não somente a América Latina vive sob os pés do imperialismo, mas o mundo. Se o USA resolve invadir um país, ninguém tem força para impedir ou mesmo negociar diplomaticamente a agressão.

Quando o Sr. Bush resolveu atacar o Iraque, outros países o apoiaram, como ocorreu na época da ditadura. Hoje, seu principal aliado é o Sr. Tony Blair, da Inglaterra. Nem mesmo a Onu teve poder para impedir a invasão do USA e seu aliado.

Os povos do mundo inteiro se mobilizaram contra a guerra, disseram no war; não à guerra; queremos a paz - mas não foram ouvidos.

Finalmente, foi feita a vontade do Sr. Bush com a invasão do Iraque. Destruíram o país, mataram crianças, mulheres, e pessoas que não tinham nada a ver com os problemas de Saddam, Bush ou Blair. Através dessa agressão concluímos que o povo realmente é vulnerável diante do poder do imperialismo, mas se o povo se organizar, como fizemos na época da ditadura - hoje com maior experiência e maior conhecimento do inimigo - poderíamos, pelo menos, não aceitar de braços cruzados, como aconteceu na época da queda do muro de Berlim e a entrega da URSS e outros países ao capitalismo.

Anistiados de primeira e segunda categoria

O governo demagogo de FHC criou, no fim de seu mandato, uma lei que favorecia aos anistiados e perseguidos políticos da época da ditadura, mas nada, até hoje, foi feito para favorecer a esses sobreviventes.

O governo do Sr. Lula, que foi preso na sua época de sindicalista, até hoje nada tem feito para, pelo menos, respeitar os direitos desses anistiados. Nós, os sobreviventes da ditadura - hoje a maioria com mais de 60 anos, muitos acometidos de doenças graves, sem trabalho, ou condições de sobrevivência por sequelas daqueles tempos de luta, muitos presos e torturados - não queremos cestas básicas do "famoso" Fome Zero, o que queremos é respeito!

Carlos Thmoschenko
Ex-preso e exilado político no Chile e França
Fortaleza - CE


O brioche e o botijão de gás

O simbolismo é por demais importante na vida das pessoas e dos povos. Desde os tempos primordiais, flâmulas, balões, selos, hinos, moedas, têm sido criadas para mostrar as afinidades, fortalecendo marcos comuns entre as pessoas. O combate ao lado do corpo do espartano Leônidas, a exposição do corpo de César ao povo romano sem qualquer discurso retórico, a crucificação do Nazareno, a entrega das tábuas da lei a Moisés tornaram-se símbolos de épocas e de formas de pensamento.

Outras atitudes recheadas de simbolismo passaram negativamente para a história dos povos, tirando-lhes a virilidade e a auto-estima. Foi o caso de Pierre Laval, que aqueceu as mãos na lareira dos nazistas, e do Figueiredo, que disse preferir cheiro de cavalo ao cheiro do povo.

O momento em que vivemos já tem o seu símbolo. É o Palocci levantando o botijão de gás vazio como se fosse um troféu. O botijão foi-lhe entregue como um protesto pela carestia que assola o país e ele levantou o botijão vazio como o Bellini levantou a taça. O Palocci levantou o botijão com o seu conhecido sorrisinho no canto da boca, o mesmo sorrisinho que ele dava aqui em Ribeirão Preto quando era impedido pela justiça de cometer as suas barbaridades, que iam desde o pagamento de aluguéis para camelôs venderem cds piratas, até a construção de obra megalomaníaca ligando nada a lugar nenhum. Passando pelo projeto do Primeiro Emprego, onde o empresário teria seus empregados pagos pelas burras públicas.

A atitude simbólica cometida pelo ministro e outros, causa mais dano à nação que qualquer bombardeio em cidade aberta. A reconstrução do dano moral é muito mais difícil do que a reconstrução do dano material. A atitude do ministro, ao levantar o botijão de gás vazio como se fosse a taça do mundo na cara de um povo miserável, dá a certeza que a nação encontra-se entregue nas mãos de incompetentes, gozadores, brincalhões e insensíveis.

A guilhotina e os brioches de Maria Antonieta também foram símbolos de épocas diferentes. Uma sucedeu imediatamente a outra. Tomara que a história repita-se e que no Brasil aconteça, logo após o caso do botijão de gás, o que aconteceu na França, logo após a história do brioche.

Fernando Chiarelli
Ribeirão Preto - SP


Elizabeth Teixeira

Companheiros,

Gostaria de manifestar meu total apoio às causas que vocês divulgam no jornal e digo que há muito tempo não leio um periódico tão realista e contundente!

Compartilho por demais os contingentes sofridos pelos camponeses desse país e de toda parte deste planeta, que sofrem as mesmas formas de opressão do latifúndio, do capitalismo!

Devo concordar que todas as matérias publicadas até então foram muito bem-vindas, mas existiram duas que realmente me fizeram tirar o chapéu para vossa redação: uma dizia respeito aos conceitos de democracia socialista e burguesa, sendo matéria de duas edições consecutivas. Uma análise muito pertinaz e totalmente coerente com a teoria socialista. Outra teve a capacidade de me emocionar de uma forma tão intensa, que me vi derramar em lágrimas dentro de um ônibus com destino a uma cidade do interior aqui da Bahia, onde eu e um companheiro iríamos ministrar um curso sobre direito previdenciário para trabalhadores rurais e estudantes: a matéria que vocês fizeram com a ilustre companheira Elizabeth Teixeira, fundadora da Liga Camponesa de Sapé, juntamente com seu companheiro, João Pedro Teixeira.

Confesso que há muito tempo venho esperando por alguma manifestação de qualquer ordem, por parte principalmente da mídia, a respeito dessa incrível camponesa! Só eu sei a intensidade da emoção que senti quando soube que ela ainda está viva, pois tenho um intenso desejo de conhecê-la. Por isso, gostaria de obter qualquer informação sobre a possibilidade de alguma forma de contato com Dona Elizabeth, pois pretendo, se conseguir localizá-la, ir à Paraíba o mais rápido possível para conhecê-la. Espero muitíssimo vosso contato, ansiosa e esperançosa de poder realizar este desejo. Parabéns pela iniciativa e joguem duro nas outras edições que estão por vir!

Saudações

Gabriela
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