Brasileiro na OMC: mais uma artimanha do imperialismo

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No último dia 7 de maio o embaixador brasileiro Roberto Azevedo foi eleito para assumir o cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, do comércio capitalista, comércio fundado na exploração do homem pelo homem. Sim, a famigerada OMC, instituição do imperialismo, garantidora e mantenedora da divisão internacional do trabalho entre potências capitalistas e semicolônias. Logo o monopólio a imprensa e o PT se apressaram a dizer que a eleição de Azevedo para chefiar a OMC foi uma "vitória" do Brasil, do povo brasileiro, e patranhas que tais.

Eis uma das nuances do embuste: diz-se por aí que Roberto Azevedo teve a "coragem" de contestar, no âmbito da OMC, os subsídios agrícolas com os quais o USA e a União Europeia garantem os lucros dos grandes latifundiários ianques e europeus, respectivamente, o que teria "proporcionado ao Brasil e aos países em desenvolvimento vitórias legais de grande significado", como escreveu um economista historicamente ligado ao oportunismo petista logo após o anúncio do nome de Azevedo como novo diretor-geral da OMC.

Ora, só mesmo a estirpe mais picareta de "pensamento de esquerda" (falsa esquerda) pode declamar aos quatro ventos que uma vitória do latifúndio brasileiro de novo tipo, o agronegócio, é sinônimo de vitória para toda a nação, para o povo brasileiro. Justamente o agronegócio, um dos grandes pilares das forças antipovo e da exploração sem limites dos trabalhadores desta semicolônia tropical.

É um velho estratagema das classes dominantes: tentar fazer crer, mediante ferozes campanhas de contrapropaganda burguesa – onde contam com a prestimosa ajuda dos papagaios do monopólio dos meios de comunicação –, que o que é bom para as classes dominantes, ou seja, para os industriais monopolistas, banqueiros, latifundiários e opressores do povo em geral, é bom também para as classes populares.

Trata-se de uma artimanha ora muito transparente em uma campanha publicitária veiculada atualmente nos grandes órgãos nacionais da imprensa burguesa, na qual uma grande instituição financeira repete sem parar que o que é bom para o banco é bom para todos.

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