Forroboxote do Xico

Autor aproximadamente de 300 músicas gravadas por 260 vozes em quatorze anos de carreira, o compositor, poeta e forrozeiro cearense/pernambucano, Xico Bizerra, lança seu décimo disco da série Forroboxote, nome que inventou como marca do seu trabalho. Resultado de uma amizade de longos anos com Dominguinhos, o disco é todo de parcerias inéditas dos dois. Xico também tem um programa de rádio que defende o autêntico forró.

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— Nasci no Crato, no sul do Ceará, mas até evito de dizer isso, porque o pessoal tem inveja (risos), por ser uma cidade muito bacana. Tenho lembranças daquelas terras. As mais remotas do meu tempo de criança, sou eu passeando na Serra do Araripe, fronteira do Ceará com Pernambuco, de mãos dadas com minha avó, já falecida, ouvindo no rádio A Letra I, cantada por Luiz Gonzaga — recorda Xico.

— Outra lembrança musical da minha infância é minha mãe tocando bandolim muito bem. Depois de Crato, morei até os 16 anos em Fortaleza. Foi quando vim para Recife. Hoje já sou pernambucano, ganhei o título de cidadão recifense, de papel passado e tudo — continua.

— Logo comecei a trabalhar no Banco Central e a compor ao mesmo tempo. Mas por uma exigência minha, que achava que não poderia conciliar as duas coisas, ia fazendo minhas poesias, canções e guardando. Só em 1999/2000, quando me aposentei, é que dei vazão a esse meu lado e lancei meu primeiro disco da série Forroboxote, nome que inventei e que hoje é uma marca e está integralmente vinculada a mim — acrescenta.

O Forroboxote caiu no gosto do povo e hoje já chegou ao número 10, com Luar Agreste no Céu Cariri, seu trabalho atual.

— São 12 parcerias inéditas minhas com Dominguinhos. Essas músicas foram um presente que recebi do Dominguinhos para colocar letra. O disco está me dando muita alegria, que só é menor pelo fato da tristeza ser muito grande dele não estar presente, participando de tudo isso. No momento ele está doente, internado em um hospital de São Paulo — fala Xico.

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