Greves e luta classista

São Paulo

Professores enfrentam repressão e oportunismo

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Na tarde de dez de maio, professores da rede estadual de ensino enfrentaram a polícia durante uma combativa manifestação na Avenida Paulista, altura do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no centro da capital.

A direção do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo – Apeoesp/Cut, contrariando a vontade da maioria dos manifestantes, decidiu pelo encerramento da greve. Nesse momento, os manifestantes cercaram a direção do sindicato exigindo explicações e agitando palavras de ordem pela continuidade da greve.

A Polícia Militar reprimiu os manifestantes com violência, mas nem toda a brutalidade foi capaz de desfazer o protesto, que prosseguiu pelas ruas da capital em defesa da continuidade da greve e em repúdio aos oportunistas. Vários professores foram agredidos e ficaram feridos pelos cassetetes e bombas da PM. Os manifestantes ergueram barricadas com faixas e pedaços de madeira em chamas e lançaram pedras e paus contra a polícia. Outros objetos foram lançados também contra o carro de som onde se encontrava a diretoria do sindicato, fortemente escoltado pela PM. Duas pessoas foram presas e outras chegaram a ser retidas, mas foram libertadas das mãos dos policiais por seus companheiros.

Os professores exigem reajuste salarial, extensão desse direito aos trabalhadores temporários, fim do projeto que propõe a privatização do Hospital do Servidor, além de melhorias nas condições de trabalho.

Rede municipal em luta

No dia 14 de maio, reunidos em assembleia, os professores da rede municipal de São Paulo decidiram manter a greve iniciada no dia três do mesmo mês.

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