Notícias da Guerra Popular

Índia

Guerra popular justiça reacionários

Com informações de Times of India, dazibaorojo08.blogspot.com e revolucionnaxalita.blogspot.com

Contundentes ações do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta), justiçaram vários cabecilhas da reação na Índia.

Entre 14 e 17 de maio, pelo menos cinco agentes policiais foram aniquilados por combatentes do EGPL no distrito de Sukma.

Em 24 de maio, em Jagdalpur, no estado de Chattisgarh, os guerrilheiros emboscaram um comboio que transportava líderes do arquirreacionário Partido do Congresso, que ocupa o principal posto do gerenciamento do velho Estado. Os combatentes detonaram uma bomba e descarregaram sua artilharia contra o comboio aniquilando 28 reacionários.

"Também podemos confirmar que há 32 feridos, a maioria em estado grave", alegou o chefe da polícia do estado, Ramniwas. A maioria dos justiçados era de membros do Partido do Congresso, incluindo o seu presidente, Nand Kumar Patel, e seu filho. Dois ex-secretários desse partido em Chattisgarh também ficaram feridos. Entre os mortos também estava o conhecido genocida Mahendra Karma, fundador do bando Salwa Judum, organização paramilitar responsável pela matança de camponeses, povos tribais, militantes comunistas e de organizações populares na Índia.

A notícia desse ataque dirigido pelo PCI (maoísta) e empreendido pelo EGPL foi destaque nos noticiários do mundo inteiro.

No dia 27, o blog Revolución Naxalita divulgou a notícia de que um grupo com cerca de 20 guerrilheiros do EGPL aniquilaram Sonu Mahto e Rama Mahto, acusados de serem informantes da polícia e delatarem as atividades revolucionárias para as forças de repressão. O ataque foi levado a cabo na aldeia de Murkunda, no distrito de Gumla.

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Polícia assassina oito pessoas

No dia 20 de maio, pelo menos oito pessoas foram assassinadas e várias estão desaparecidas depois de um suposto "encontro" entre uma equipe policial e os maoistas no distrito de Ehadsameta, em Bijapur, Chhattisgarh.

Três dos mortos eram crianças, disseram os moradores da região. As forças policiais alegaram que teriam destruído um esconderijo naxalita (como são conhecidos os maoístas na Índia). Como temos divulgado em edições anteriores, a polícia costuma forjar "confrontos com os maoístas", o que as organizações democráticas e de defesa dos direitos do povo caracterizam como "falsos encontros", para justificar o assassinato covarde de camponeses pobres e tribais em suas operações.

"Bandh" contra atrocidades policiais

Informações de Correo Vermello Notícias

O distrito de Koraput, no estado de Orisha, foi totalmente paralisado devido à convocação de um Bandh (Greve Geral) de 48h pelo Comitê Distrital de Malkangiri do PCI (Maoísta).

As atividades industriais, comércios, transportes, escolas e uma série de empresas do setor privado fecharam as portas e os trabalhadores cruzaram os braços na maioria dos 19 distritos da região. Nas áreas rurais a paralisação foi total.

Koraput está em uma região denominada pela reação por "Corredor Vermelho", região habitada predominantemente pelo povo tribal adivasi onde há grande atividade do PCI (Maoísta). A zona é grande produtora de arroz e possui ricas jazidas minerais, objeto da cobiça das mineradoras estrangeiras.

O Bandh foi uma resposta do PCI (Maoísta) contra as atrocidades policiais e operações das forças militares do velho Estado realizadas na região contra as populações tribais, camponeses e a guerra popular.

 

Filipinas

NEP toma armas e captura reacionário

Com informações de secoursrouge.org

Disfarçados de policiais e agentes da Agência Nacional Filipina contra a Droga (PDEA), cerca de 30 guerrilheiros do Novo Exército do Povo (NEP), dirigido pelo Partido Comunista das Filipinas, invadiram a sede da Agência de Segurança e Investigação de Davao e prenderam seu diretor. A ação ocorreu na última semana de maio. Os combatentes tomaram várias armas e se retiraram em três veículos blindados, levando em seu poder o diretor. Agências de notícias informam que a esposa do diretor, sua filha e dois seguranças também estão em poder do NEP. Os veículos foram abandonados próximo à selva e uma grande operação do exército reacionário foi lançada em busca dos guerrilheiros. Até o fechamento dessa edição não havia notícias sobre o paradeiro dos reféns.

Ataque a comboio militar

Guerrilheiros do NEP aniquilaram oito policiais no dia 27 de maio, informaram as "autoridades" do país. Outros sete militares ficaram feridos. Os policiais viajavam uma caminhonete para um exame médico em Allacapan, a 410 km ao norte da capital Manila, quando uma mina explodiu no caminho. Em seguida, cerca de 30 combatentes do NEP abriram fogo.

Violenta repressão contra movimento operário

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Desde o ano passado, os trabalhadores da fábrica Maruti Suzuki, em Menasar, a 50 km de Delhi, lutam por melhores condições de trabalho. Muitos deles foram demitidos por organizar um sindicato independente e dirigir greves e protestos. Há meses, os trabalhadores da Maruti Suzuki lutam para que seus companheiros, 546 trabalhadores efetivos e 1.800 trabalhadores temporários, arbitrariamente demitidos, sejam reintegrados aos seus postos. Os operários também exigem o fim das falsas acusações contra 147 operários, apontados pelos patrões como "responsáveis por uma morte acidental de um trabalhador na fábrica". Eles acusam os responsáveis pela Maruti Suzuki pela morte do operário, causada pelas péssimas condições de trabalho.

Desde 24 de março, os operários sustentam uma greve histórica e vários trabalhadores estão, inclusive, em greve de fome denunciando as péssimas condições de trabalho. Em 19 de maio, as forças de repressão tentaram impedir uma reunião de trabalhadores e reprimiram violentamente os operários que resistiram bravamente. Noventa e seis trabalhadores, estudantes e apoiadores da luta dos operários da Maruti Suzuki foram presos. No dia seguinte, mais de 1.500 pessoas reuniram-se em solidariedade a eles. Mais uma vez as forças de repressão atacaram a concentração de trabalhadores com canhões de água e bombas e outros 11 trabalhadores foram presos.

A histórica e combativa greve prossegue e os operários afirmam que só retomarão o trabalho quando suas reivindicações forem atendidas e os companheiros presos forem postos em liberdade.


NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

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