Lutas de libertação nacional

A- A A+

Afeganistão

Resistência não dá trégua a invasores e mercenários

Cinco agentes comandados pela Otan foram aniquilados com a explosão de uma bomba na madrugada do dia 28 de maio no distrito de Qarabagh, uma área situada ao norte da capital Cabul, próximo da fronteira com a província de Parwan, informou a Agência Efe.

O explosivo foi detonado no momento em que o veículo que transportava os agentes passava no local. Outros três agentes das forças invasoras ficaram feridos.

No mesmo dia, a Efe também noticiou que outro ataque realizado pela resistência em um quartel na província de Kandahar, no sul do país, provocou sete baixas entre as forças policiais locais e deixou um policial ferido. A ação aconteceu no distrito de Arghestan. Segundo um porta-voz do "governo" lacaio afegão, as pessoas que realizaram o ataque estavam se hospedando no posto das forças de "segurança". Eles teriam tomado as armas e atirado contra os agentes.

A resistência anti-imperialista frequentemente infiltra homens nas fileiras das forças mercenárias pró-ianques (polícia e exército) para realizar ações desse tipo.

Outra baixa militar da Otan ocorreu no dia 26 de maio após um ataque da resistência no leste do país, totalizando 19 invasores aniquilados somente no mês de maio. O comando das tropas invasoras não revelou muitos detalhes.

Iraque

Onde há opressão, há resistência

Em 25 de maio, na província de Al-Anbar, cerca de 160 km a oeste de Bagdá, cinco soldados das forças de repressão iraquianas foram aniquilados na explosão de uma bomba na passagem de seu comboio. No dia 27 de maio ocorreu uma série de ataques com carros-bomba contra alvos das forças de repressão e representações pró-ianques na capital deixando dezenas de mortos. De acordo com as notícias veiculadas por agências internacionais, vários civis também morreram nesses ataques.

No dia seguinte, novas ações contra mercenários foram registradas em Tarmiya, ao norte de Bagdá. Um caminhão-bomba explodiu aniquilando dois policiais e dois civis. Em Mossul, no norte, um alto funcionário da inteligência policial e quatro agentes também foram aniquilados.

Uma semana antes, no dia 20, outra série de ataques com carros-bomba resultou em aproximadamente cem mortos entre civis e agentes das forças de repressão.

Segundo fontes da Onu, mais de 700 pessoas morreram somente em abril. Em maio foram cerca de 300 mortos demonstrando que, apesar de os ianques sinalizarem uma suposta retirada de tropas e o "fim da guerra", os ataques da resistência contra alvos militares pró-ianques, paramilitares e bandos mercenários não cessam. Protestos populares massivos se multiplicam em todo o país contra o desemprego, os baixos salários e contra o verdadeiro caos instalado desde o início da agressão ianque ao país em 2003.

Palestina

Protestos em Gaza e na Cisjordânia

http://www.anovademocracia.com.br/111/15.jpg

No dia 17 de maio, dando prosseguimento a uma série de manifestações iniciadas na semana anterior, ocorreram violentos confrontos entre manifestantes palestinos e as forças de repressão israelenses na Faixa de Gaza e na Cisjordânia para marcar o "Dia da Nakba" (o êxodo em massa ocorrido durante a guerra da criação do Estado fascista de Israel no ano de 1948). Em uma aldeia perto de Hebron, os palestinos jogaram coquetéis molotov e pedras contra os soldados israelenses. Três policiais ficaram feridos em confrontos com manifestantes em Jerusalém Oriental, perto da Porta de Damasco, na Cidade Velha. Vinte e cinco manifestantes foram presos.

Em 20 de maio, novos protestos. Dezenas de palestinos protestaram em Jerusalém e entraram em confronto com as forças de repressão de Israel. Cinco manifestantes foram presos. No dia seguinte, soldados israelenses atiraram e feriram gravemente um jovem palestino próximo aos campos de refugiados em Ramallah Jelazoun. Um motorista de ambulância palestino, Mohammed Atta Sharadeh foi atingido no peito por um disparo das tropas sionistas. Os confrontos duraram todo o dia e dezenas de palestinos, incluindo uma criança de 10 anos, ficaram gravemente feridos, vários tiveram que ser hospitalizados por inalarem os gases das bombas.

Haiti

PM do Rio: UPP "tipo exportação"

Reportagem de O Estado de S. Paulo de 24 de maio divulgou que o gerente estadual do RJ, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e o primeiro-ministro do Haiti, Laurent Lamothe, assinaram um "termo de cooperação entre a Polícia Militar fluminense e a Polícia Nacional haitiana" para aprofundar o massacre das massas empobrecidas naquele país.

Dito "convênio", que tem duração inicial de dois anos, visa exportar o modelo de "pacificação" das favelas no Rio de Janeiro para o Haiti. Em julho, uma comissão da Polícia Nacional haitiana irá até o Rio de Janeiro conhecer as UPPs, o Bope e o "Choque" da PM, assim como o "sistema de metas de redução de crimes e de formação de novos policiais".

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

Povo Saharaui / Marrocos

Contra o saqueio colonial

Em 26 de maio, um protesto do povo saharaui, em luta contra o colonialismo do Estado do Marrocos que ocupa seu território há mais de um século, bloqueou a entrada do porto de cidade de Dakhla. Os manifestantes agitavam palavras de ordem contra a repressão policial e contra o saqueio dos recursos piscícolas pelo velho Estado marroquino, principal forma de sobrevivência da população local.

Um grande contingente das forças de repressão se deslocou até o local e os manifestantes mantiveram-se firmes, pronunciando discursos contra a ocupação e em defesa da emancipação do território saharaui. 

Mali

400 mil pessoas expulsas de suas casas

Segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, desde o início da agressão encabeçada pelo imperialismo francês contra a República do Mali, no continente africano, mais de 400 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, buscando abrigo em outras regiões do país, casas de parentes ou se viram forçadas a viver em abrigos improvisados.

Segundo o presidente do CICR, "as condições de vida desses deslocados e das famílias que os recebem se tornam, a cada dia, mais difíceis".


Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Fausto Arruda

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Matheus Magioli Cossa
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ana Lúcia Nunes
Rodrigo Duarte Baptista
Vinícios Oliveira

Ilustração
Taís Souza