Jorge Amado – realismo socialista versus naturalismo burguês

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No dia 06 de agosto de 2012, completaram-se 100 anos do nascimento de Jorge Amado, cuja importância para a produção literária brasileira é inconteste. Infelizmente, por motivos alheios a nossa vontade, este artigo não ficou pronto na ocasião de seu centenário. Porém, procuramos agora sanar nossa falta, visto que se trata de um assunto de grande importância não só para a literatura brasileira, bem como para a história do movimento revolucionário no Brasil.

A vida de Jorge Amado constitui o registro de um período histórico marcado por grande intensidade de acontecimentos e de enfretamentos políticos e ideológicos de proporções internacionais, que envolveram grandes figuras de distintas esferas da produção intelectual no Brasil e no mundo.

Marx e Engels, que frequentemente faziam referências a obras literárias em suas análises sobre a sociedade, afirmavam que a importância da literatura, como parte da produção artística, consistia na capacidade de retratar a realidade. Grandes nomes da literatura, como Shakeaspeare, Goethe e, sobretudo, Balzac, alcançaram elevados patamares estéticos em suas produções exatamente pela conexão que suas obras estabeleceram com a realidade, a capacidade de retratar o 'espírito histórico', expressando e revelando as contradições históricas do período em que viveram.

No Brasil do inicio do século XX, em meio ao debate sobre a conformação da república e da Nação, surge o romance social de Lima Barreto, caracterizado pela crítica às classes dominantes, responsáveis pelo estabelecimento de uma república caricata. Lima Barreto destaca-se pelo retrato que procura fazer do povo, as classes oprimidas e marginalizadas, vítimas dos preconceitos que tem origem na própria estrutura social desta república.

Jorge Amado aparece no início da década de 1930, como herdeiro das tradições do romance social de Lima Barreto, cujas influências são evidentes em seus primeiros romances, País do Carnaval, Cacau, Suor. Na medida em que desenvolve sua aproximação com o Partido Comunista do Brasil, a crítica social de sua literatura toma contornos mais definidos, assumindo maior posicionamento político, produzindo obras como Jubiabá e Capitães da Areia.

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