Mato Grosso do Sul: Terenas retomam suas terras

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"Os Terena das regiões Sul e Norte do país vão reforçar a ocupação Terra Indígena Buriti". Essa foi a afirmação de Elisur Gabriel, irmão de Oziel Terena, indígena assassinado em ataque policial contra a Terra Indígena Buriti, área de 17 mil hectares, no município de Sidrolândia (MS), em 30 maio último. Segundo ele, a morte de Oziel mobilizou lideranças indígenas de outras partes do país que estão dispostas a partir com seus guerreiros para defender o direito dos Terena às suas terras originárias.

"Está todo mundo a caminho para dar apoio. A Polícia Federal cometeu um crime, matou meu irmão, matou um guerreiro. Os índios são todos irmãos e temos um objetivo só, de ampliar o terreno", afirmou Elisur Gabriel que compôs uma delegação de indígenas e foi até Brasília reunir-se com representantes do Ministério da Justiça e expor suas reivindicações.

Em dois de junho, a Justiça Federal de Mato Grosso do Sul havia dado 48h para que a Funai "retirasse pacificamente" os índios da fazenda. No dia cinco, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF) decidiu suspender essa ordem de reintegração de posse, acatando um recurso da Advocacia Geral da União (AGU). Mas essa decisão não significa que os Terena tenham seu direito assegurado, tanto que após reuniões entre Terenas e representantes de ministérios em Brasília, apesar de um aparente discurso "apaziguador" do governo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou o envio de 110 homens da Força Nacional para Sidrolândia, onde deverão permanecer por seis meses "podendo prorrogar esse prazo".

De acordo com Elisur Gabriel, os indígenas permanecerão em suas terras. "Nós precisamos da terra, ela é nossa. Não vamos sair, mesmo com Polícia Federal, mesmo com Força Nacional. Vamos dar o sangue pela terra". [fonte: G1.globo.com]

Fato é que a brava resistência dos Terena desmascarou e causou sérios embaraços ao gerenciamento Dilma/PT, que esperava expulsá-los rapidamente. A edição de 10 de junho do Diário Oficial da União trouxe a exoneração da presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marta Maria do Amaral Azevedo, que alegou "problemas de saúde".

Em 12 de junho uma delegação Terena esteve em Brasília e os indígenas reafirmaram que não deixarão as fazendas Buriti, Cambará, Lindoia, São José, Querência, 3 R, Chácara Santo Antônio, Flórida, Santa Helena, Santa Clara, Bom Jesus e Água Doce.  Todas essas áreas estão dentro das terras originárias dos Terena. Eles já retomaram o trabalho em suas plantações e reerguem suas moradias. Segundo informações dos indígenas, já foram plantados 30 hectares de roças de mandioca, melancia, abóbora e milho.


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