1.200 famílias são despejadas em São Paulo

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Jovem desafia policiais durante despejo na zona sul de São Paulo

Na manhã do dia 11 de junho, uma terça-feira, caminhões e a Tropa de Choque da Polícia Militar chegaram ao terreno localizado na Avenida do Cursino, na Vila Moraes, zona Sul de São Paulo, para informar aos moradores presentes que eles só tinham algumas horas para deixar seus lares. A reintegração de posse do terreno de 65 mil metros quadrados que pertence a uma construtora, onde viviam cerca de 1.200 famílias, é mais um capítulo da guerra social às favelas, engendrada pelo governo PT/PSDB – permanentemente engajado no controle perene de assentamentos e das habitações dos mais pobres, tornando a especulação imobiliária cada vez mais lucrativa.

Centenas de casas foram derrubadas, milhares de pessoas removidas – o despejo à força é o mais violento e desumano. As casas eram demolidas enquanto os moradores ainda estavam dentro delas e a Tropa de Choque fascista intimidava e aterrorizava os moradores. Bens domésticos eram vandalizados ou esquecidos pelo meio do caminho. Como sempre, ordens de despejo só são entregues no mesmo dia em que as famílias serão removidas dos seus lares.

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Polícia despeja moradores de um terrno na zona sul de São Paulo.

Nós não sabíamos de nada. Estava chegando do trabalho e encontrei minha casa no chão e todos os móveis destruídos. É lamentável essa situação. Eu não tenho para onde ir com meus filhos ― diz chorando, Josefa Carmen Luz.

Numa tática de opressão intrínseca, as famílias eram insultadas, e a polícia agia com toda a truculência possível contra os moradores que tentavam resgatar seus pertences e se rebelavam, formando barricadas de fogo, arremessando pedras e interditando vias de intenso tráfego.

Michael dos Santos Alves, que foi gravemente ferido no rosto por um tiro de bala de borracha durante a cruel reintegração, esboça a sua indignação.

Agora o cachorrinho do burguês faz a festa. Eles estão dispostos a destruir nossos lares como se não fosse nada, a torturar todos que se movem e pensam além de suas regras, que buscam e cobram os seus direitos.  O sistema funciona dessa maneira.

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