Da mistificação à mobilização

Em mais um exercício de mistificação das massas, Dilma Rousseff lançou outro programinha compensatório, o Minha Casa Melhor, contando com os recursos do FGTS. Na ocasião, comparou os críticos do seu governo ao Velho do Restelo, um personagem de Luís de Camões, que, segundo ela, era um agourento.

A interpretação de conveniência, recomendada por algum marqueteiro de plantão, não considerou que, entre os estudiosos da obra camoniana, predomina a interpretação de que a fala do ancião, na praia do Restelo, longe de significar o conservadorismo e o derrotismo, simbolizava o pessimismo com o futuro da pátria e o repúdio a um projeto expansionista. Ao comparar o venerando personagem com os discordantes do seu governo, faltou a Dilma a sensibilidade de estadista para perceber que a visão pessimista destes, mais tarde, se confirmaria.

Com um diagnóstico equivocado da situação político-econômica vigente, Dilma não consegue distinguir o pessimismo justificável da sociedade com um governo entreguista da aposta no fracasso das ações governamentais. Por essa razão, é surpreendida com a mobilização das massas, insatisfeitas com os péssimos serviços públicos, na forma de manifestações vulcânicas, que lançam lavas para todas as regiões do país.

O pessimismo do Velho do Restelo se comprova e acontece o que o governo mais temia: o povo ganha as ruas e delas não quer sair, sem o atendimento aos seus anseios. É o sinal de que a mistificação das massas pela propaganda política começa a perder força. Dialeticamente, a mistificação vai engendrando a mobilização popular, isto é, a consciência ingênua do povo cede lugar a uma consciência crítica, capaz de sacudir os alicerces de uma classe dominante exploradora e impatriótica.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Paula Montenegro
Taís Souza
Rodrigo Duarte Baptista
Victor Benjamin

Ilustração
Paula Montenegro