'Desconfiai do mais trivial'

Navegando pela internet ou assistindo à televisão nesses tempos de rebelião popular em que vivemos, vemos de tudo. Notícias aparentemente desconexas e, por vezes, contraditórias como o suposto crescimento econômico do país junto ao avassalador aumento da mortandade dos jovens por assassinatos1.
Um dos aspectos mais absurdos e nocivos do monopólio midiático é a banalização das notícias, ditas e repetidas sem qualquer relação de causa e efeito, como verdades prontas e acabadas. Não seria, no mínimo, estranho crer que em um país que se desenvolve, o seu recurso mais valioso, o ser humano, seja dilapidado de maneira tão vil?

Vivemos numa sociedade hipócrita com valores decadentes, onde as vidraças dos bancos e lojas de grifes valem mais do que a vida dos jovens nas periferias. Enquanto é grande o estardalhaço por conta de umas quantas vidraças quebradas, pouco ou quase nada se falou sobre o massacre promovido pela Polícia Militar do Estado do Rio (PMERJ) e o Batalhão de Operações Especiais (Bope) na comunidade da Maré no Rio de Janeiro no mês passado.

O belíssimo poema de Bertolt Brecht nunca foi tão atual:

"Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito
como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural.
Nada deve parecer impossível de mudar".

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

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