Repressão e resistência no Rio de Janeiro

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Manifestacao 22 de julho Rio de Janeiro

No último mês, as manifestações de rechaço à velha ordem seguiram ocupando as ruas do Rio de Janeiro e as pautas do dia dos gerentes de turno do velho Estado. Desesperados, Paes e Cabral articulam, incansavelmente, estratagemas para driblar a fúria das massas, que não perde o alvo.

No dia 11 de julho, milhares tomaram as ruas do Centro da cidade num combativo protesto, apesar da atuação traiçoeira de centrais pelegas e siglas oportunistas do partido único.

A princípio convocado como um dia de greve geral, diante da adesão mínima dos trabalhadores em todo o Brasil, os oportunistas rebatizaram seu ato fracassado como "dia nacional de lutas". Porém, nenhuma luta em prol dos trabalhadores foi protagonizada por eles. No Rio de Janeiro, entretanto, a maioria dos manifestantes era de grupos independentes, que mantiveram o caráter popular e combativo da manifestação, ignorando a pantomima oportunista, que realizou todo tipo de manobra para conduzir o ato, inclusive pretendendo encerrá-lo antes da hora marcada.

Fazendo um triste papel policial, militantes do Pecedobê passaram a caçar e denunciar manifestantes que usavam máscaras ou que eram identificados com alas mais combativas. Não se contentando com isso, seus bate-paus ainda agrediram fisicamente alguns manifestantes.

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Molotvs atingiram o cordão de isolamento da PM no ato do dia 22 de julho.
Os manifestantes acusam P2 pelo lançamento do artefato

Em um determinado momento do ato, policias disfarçados apareceram com um repórter da Rede Globo — que coincidência! — fotografando o que seria uma caixa de coquetéis molotovs. Os policiais infiltrados, então, tentaram destruir as garrafas, que se quebraram e derramaram um líquido que, surpreendentemente, não era inflamável. Na mesma hora, manifestantes começaram a gritar: "Forjado, forjado!" e "Fora P2!".

A partir daí, os ânimos se exaltaram e um grupo de PMs que tentou intervir foi duramente rechaçado. Durante o confronto, pedras foram atiradas por manifestantes em resposta às bombas de gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha. O protesto foi dispersado pela tropa de choque e manifestantes passaram a se reorganizar no Largo do Machado, na zona Sul do Rio.

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