Lutas de libertação nacional

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Haiti

Títeres entregam riquezas minerais

Informações de correovermello-noticias

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Trabalhadores rurais haitianos debatem destruição dos recursos naturais causados pelas mineradoras em Grand-Bois julho de 2013

O governo títere no Haiti ocupado pretende, através de uma lei antipovo, legalizar o saqueio das riquezas minerais do país pelas companhias transnacionais. Segundo artigo publicado pela agencia IPS, mais de um terço do país já é explorado pelas transnacionais.

Em julho desse ano, cerca de 200 trabalhadores rurais de Grand-Bois, norte do país, se reuniram para discutir as operações das mineradoras em sua região. "Quando alguém fala de exploração das riquezas minerais, pela nossa história, isso nos faz lembrar da escravidão, da ocupação de nossas terras", declarou Willy Pierre, professor de ciências sociais em uma escola da região. "Podemos perder nossos campos férteis. Assim pretendem nos expulsar de nossa terra. Por que temos que sair?" – questionou.

Grand Bois é rica em ouro e cobre. A companhia canadense Eurasian Minerals detém a concessão de exploração por meio de sua subsidiária haitiana, Societé Minére Citadelle S.A.

A Agência de Mineração do governo títere afirma que a organização governamental Haití Grassroots Watch (HGW) tem como objetivo "tornar o país mais atrativo para os potenciais investidores internacionais".

Com o aumento do preço do ouro e outros minerais no mercado internacional, o Haiti começou a viver uma "febre do ouro". Cerca de 2.400 km² de suas terras já estão destinadas para a exploração por companhias haitianas que representam interesses de companhias do USA e Canadá.

Afeganistão

Ianques continuam genocídio

Nos últimos meses houve aumento no número de civis assassinados no Afeganistão desde a invasão do país em 2001. Segundo um relatório apresentado pela Missão das Nações Unidas no Afeganistão (Unama), as vítimas são principalmente mulheres e crianças.

Ao mesmo tempo em que os invasores anunciam a retirada das tropas do país, a guerra de agressão se encontra em um dos momentos mais violentos desde 2001. Somente no primeiro semestre de 2013, 1.319 civis foram mortos, ou seja, o que corresponde a um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2012. Já o número de feridos aumentou em 28%: 2.533 pessoas. Entre as mulheres, o número foi de 106 vítimas fatais e 241 feridas, um aumento de 61%. Já entre as crianças, 231 crianças foram mortas e 529 ficaram feridas, aumento de 30% em relação ao ano passado.

Como era de se esperar, o relatório da Unama, organização criada pelo imperialismo ianque, atribui a maioria dessas mortes à resistência e tenta ocultar os crimes e o genocídio cometidos pela Otan contra o povo afegão nos últimos doze anos.

Mas como diz uma lei universal da luta de classes: onde há opressão, há resistência.

Nos seis primeiros meses deste ano, 95 soldados da Otan foram aniquilados pela resistência. Atualmente este número já ultrapassa cem. E pelo menos 2.748 policiais afegãos morreram nos últimos quatro meses. Em condições extremamente desiguais, enfrentando mais de 12 anos de sangrenta ocupação, o povo afegão resiste com heroísmo impondo sérias derrotas ao agressor imperialista.

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"Fogo amigo"

Em manobra desastrosa, a aviação ianque matou cinco membros da polícia lacaia afegã quando prestava apoio em uma operação militar conjunta contra a resistência no leste do país.

"Podemos confirmar que cinco policiais afegãos foram abatidos acidentalmente na quarta-feira [31 de julho]... Tratava-se de uma missão combinada da Força Nacional Afegã de Segurança e da Isaf [Força Internacional de Assistência para a Segurança] para apoiar com fogo aéreo, o que causou a morte dos cinco policiais afegãos", declarou o tenente-coronel Will Griffin, porta-voz das forças imperialistas.

Povo Saharaui / Marrocos

Prisão política de jovens ativistas

Informações de secoursrouge.org

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Mohamed Ghalot

Mohamed Ghalot, ativista da União Nacional dos Estudantes Marroquinos e da organização Via Democrática pela Base (Marxista-Leninista) – VDB (M-L), foi preso em 18 de abril de 2012 e libertado após 11 meses de cárcere, enfrentados com brava resistência. Durante sua prisão, Ghalot realizou 82 dias de greve de fome e denunciou os crimes do velho Estado Marroquino, que persegue, prende, tortura e assassina o povo Saharaui que luta por sua libertação.

Em 26 de julho, Mohamed Ghalot foi novamente preso na cidade de Fez. Em 1° de agosto, Bashir Ibrahim, também ativista da União Nacional dos Estudantes Marroquinos e da organização VDB (M-L) também foi preso na mesma cidade.

Também no início de agosto, elementos das forças de repressão marroquinas invadiram a casa de um Saharaui na cidade de Klimime, agrediram e prenderam um adolescente sem dar quaisquer explicações para a prisão. Há denúncias de campanhas repressivas similares em várias localidades que resultaram no espancamento e prisão de adolescentes e até mesmo de crianças.

Organizações democrático-revolucionárias de diversos países realizam campanha de denúncia das prisões e atrocidades policiais e em solidariedade à luta de libertação do povo Saharaui exigindo a libertação imediata de Ghalot e Bashir Ibrahim e de todos os presos políticos Saharaui.

Palestina

Presos políticos em greve de fome

Informações de secoursrouge.org

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Cartaz em solidariedade a greve de
fome de Mohammad Rimawi

Doze presos políticos palestinos encontram-se em greve de fome há mais de cem dias em diferentes prisões israelenses. A sua saúde está se deteriorando rapidamente. O preso político Mohammad Rimawi parou de tomar vitaminas e água com sais minerais em 4 de agosto e sua situação é muito delicada. Ele apresenta graves problemas no fígado e nos rins, fraqueza geral, cansaço e tonturas, e só consegue se deslocar com auxílio de outros prisioneiros. Em 5 de agosto, Mohammad foi barbaramente espancado por cinco soldados israelenses que vigiavam sua cela e foi levado para uma outra ala da prisão e amarrado a sua cama. Um oficial israelense tentou forçá-lo a acabar com a greve de fome e ameaçou transferi-lo para a solitária em outra prisão. O advogado de Mohammad confirmou que as escoriações em seu corpo eram bastante nítidas em sua última visita.

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