Choro em dose dupla

Trompetista e compositor, o chorão Silvério Pontes é oriundo das tradicionais bandas de músicas de cidades do interior, que envolve gerações de músicos do estado do Rio de Janeiro. Comemorando a parceria de vinte e cinco anos com o experiente chorão Zé da Velha, Silvério está lançando seu sexto disco, pela primeira vez com composições inéditas.

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— Sou de Laje do Muriaé, cidade do noroeste fluminense, que é um reduto de bandas musicais. Comecei com nove anos de idade na banda de música da cidade, seguindo os passos do meu pai e meu tio que eram trompetistas, e meu outro tio, maestro da banda — conta Silvério.

 — Mas antes disso já estava envolvido, porque desde bem pequeno ficava lá na sede observando meu pai ensaiar, sentadinho do seu lado ouvindo a banda tocar valsa, maxixe, dobrado etc. O maestro queria dar continuidade ao trabalho dos músicos da cidade, então entrei nessa oportunidade — continua.

Além de boas escolas de música, Silvério diz que as bandas do interior fazem parte da tradição das suas cidades.

— É natural em Minas e interior do estado do Rio que qualquer cidade tenha uma banda para tocar nas festas e qualquer evento: procissões, enterros, enfim, tocam em tudo. Elas fazem parte do cotidiano das pessoas do interior — explica.

— A primeira banda da minha cidade era composta, em sua maioria, por ex-escravos. E foi passando de geração em geração até chegar no meu avô, que também tocou na banda, meu pai, tios. Ainda existe a banda que aprendi música, a 'Lira da Esperança' — diz.

— Minha cidade tinha duas no meu tempo de menino: a 'Cinco de Novembro', que meus familiares tocavam, e a 'Lira da Esperança', formada pelos filhos dos músicos. Ela ainda existe lá, tem quarenta e poucos anos e atualmente mais de 50 alunos, entre crianças e jovens.  A garotada continua aprendendo música e mantendo a tradição — afirma.

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