Luta pela terra

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MG: Camponeses vão à capital para protestar

Centenas de camponeses de diversas áreas do Norte de Minas se mobilizam em meio a jornadas de lutas. Cortes de rodovias e protestos contra ameaças de despejo em 9 de setembro irão até a capital Belo Horizonte.

Recebemos na redação de A Nova Ddemocracia o manifesto da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Bahia – LCP, convocando o povo do Norte de Minas:

"Vamos a BH para protestar!"

 O povo brasileiro se levantou e não aceita mais ser enganado e humilhado. O povo do Norte de Minas também não vai ficar pra trás! Você que não tem um pedaço de terra; você que é assentado e enrolado pelo Incra; você que há anos luta pela terra e está ameaçado de despejo; você pequeno produtor rural que vive de dificuldades, perseguido por Ibama, IEF, Polícia Ambiental, a todos pobres do campo e das pequenas cidades que sofrem com a falta de saúde, de escolas, transporte e estradas precárias, com falta d´água e esgoto, falta de moradia e contas caras de luz e água, junte-se à Liga dos Camponeses Pobres e vamos a BH num grande protesto exigir nossos direitos, barrar as injustiças e perseguições que sofremos e denunciar para o povo da capital que sofremos a mesma opressão dos governos, os mesmos abusos dos políticos corruptos e a mesma violência das polícias.

Exigimos ser respeitados, exigimos justiça e exigimos nossos direitos!

Converse com seus amigos e passe o aviso adiante.

Procure se informar, organize a caravana em sua comunidade,

A manifestação será no dia 9 de setembro, em Belo Horizonte, no Incra, na Vara Agrária, na Assembleia Legislativa e no Palácio do Governo".

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Somos todos Cachoeirinha!

Comitê de Apoio ao AND de Montes Claros

O Comitê de Apoio à Luta pela Terra, junto ao Centro Acadêmico dos Estudantes de Pedagogia, o Diretório Central dos Estudantes da Unimontes e o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) tem realizado uma série de reuniões e atividades na cidade de Montes Claros em apoio às famílias camponesas da Comunidade Vitória/Cachoeirinha ameaçadas de despejo por decisão judicial expedida pela Vara Agrária de Minas Gerais. Em 22 de agosto foi realizada uma reunião que debateu a continuidade das atividades de apoio político e solidariedade aos camponeses.

Em três de agosto, como parte das atividades de solidariedade ao movimento camponês, o Comitê de Apoio à Lua pela Terra promoverá, no Centro de Ciências Humanas da Unimontes, o debate com o tema Resistência Camponesa de Cachoeirinha: a luta pela terra continua!  


RO: Camponeses constroem ponte no Canaã

Informações de resistenciacamponesa.com

http://www.anovademocracia.com.br/116/11c.jpg

Há anos famílias da área Canaã e outras da região reivindicam a construção de uma ponte que desse acesso à área. Essa tão sonhada obra, sempre prometida e jamais cumprida pelos candidatos e politiqueiros, finalmente foi realizada pelos camponeses em luta.

Após decisão da Assembleia Popular, em dois de agosto uma máquina contratada pelos próprios camponeses iniciou os trabalhos de construção da ponte.

O velho Estado nunca se faz presente quando o povo precisa de direitos básicos, como saúde, educação, estadas, energia, etc., etc. Mas basta que o povo se organize para defender seus direitos, para que apareçam seus aparatos de repressão.

E assim aconteceu. PMs deslocaram-se até a área da construção da ponte em duas viaturas, invadiram o quintal de uma camponesa de uma área vizinha (área Renato Nathan 2) e, de forma arrogante e intimidatória, oito policiais ostentando armamentos desembarcaram "apenas para perguntar onde era o Canaã". Em seguida eles foram até o local da construção, exigiram documentos dos camponeses que trabalhavam e, como eles se negaram a entregar suas identidades, os policiais ameaçaram levar todos presos.

"Então espera que vamos chamar o povo", anunciou um camponês que rapidamente mobilizou seus companheiros fazendo com que os policiais se retirassem.

No dia seguinte, dezenas de camponeses das áreas Canaã, Raio do Sol, Renato Nathan 2 e Zé Porfírio se reuniram para defender a obra. Foguetes foram espalhados para avisar caso a polícia chegasse. Mulheres cuidaram do almoço e café para todos. Equipes trabalharam com enxadas, foices, machados, motosserras. A máquina trabalhou até concluir o serviço. E agora toneladas de produção poderão ser escoadas passando por essa ponte.

Uma vez mais se comprova que a organização do povo é superior a toda burocracia desse velho Estado. Bastou o povo se organizar para solucionar em pouco tempo um problema que os politiqueiros gastaram anos apenas prometendo e enrolando.

Para celebrar o feito, os camponeses promoveram um animado forró e assaram uma novilha doada por um companheiro. 


PA: Trabalhador foi morto em latifúndio

Informações de Repórter Brasil

http://www.anovademocracia.com.br/116/11b.jpgO corpo do tratorista Welbert Cabral Costa, desaparecido desde o dia 24 de julho, foi encontrado na tarde de 22 de agosto na Fazenda Vale do Triunfo, localizada na zona rural de São Félix do Xingu, no sul do Pará (PA). A área é de propriedade da Agropecuária Santa Bárbara, empresa ligada ao Grupo Opportunity, que tem entre os acionistas o banqueiro Daniel Dantas.

Uma testemunha teria presenciado os dois funcionários da empresa renderem Welbert Cabral Costa e realizarem um disparo contra a nuca do trabalhador, depois de uma discussão que se estendera por horas na portaria da propriedade. Na sequência, o corpo da vítima teria sido colocado na caçamba de uma camionete S-10 branca.

Um mês desaparecido

No último 24 de julho, após passar dias afastado do serviço devido a um acidente profissional, Welbert foi à fazenda reclamar uma quantia em direitos trabalhistas que não lhe havia sido paga. Sua entrada fora barrada e daí teria começado uma discussão que seria encerrada com o assassinato do tratorista.

Welbert Cabral tinha 26 anos, esposa e quatro filhos pequenos, o mais velho deles com cinco anos de idade, e vivia com a família em Xinguara (PA), município vizinho a São Félix do Xingu (PA). Seu corpo foi encontrado amarrado no meio de um matagal.


PA: Liderança quilombola assassinada

Informações de Comissão Pastoral da Terra

http://www.anovademocracia.com.br/116/11a.jpg

Teodoro Lalor de Lima, presidente da Associação dos Remanescentes de Quilombolas de Gurupá, no município de Cachoeira do Arari, no Marajó, foi assassinado a facadas em 19 de agosto quando estava em Belém participando de um encontro estadual de comunidades remanescentes de quilombolas.

 De acordo com o Colegiado de Desenvolvimento Territorial do Marajó (Codetem), Diocese de Ponta de Pedras e Instituto Peabiru, em 13 de agosto, durante audiência pública promovida pelo Ministério Público Federal e Ministério Público do Estado, em Cachoeira do Arari, Teodoro Lima havia denunciado a perseguição de fazendeiros da região à comunidade quilombola e afirmou que ficou preso por dois meses sem acusação formal, a mando de fazendeiros que se sentem prejudicados pela demarcação das terras quilombolas.

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