Chile: protestos pelos 40 anos do golpe

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Mártires homenageados em frente ao Estádio Nacional.

Há 40 anos, em 11 de setembro de 1973, as forças armadas do Chile, financiadas pelo imperialismo ianque, avançavam sobre o Palácio La Moneda, sede do governo, para derrubar o então presidente Salvador Allende e dar início a um dos períodos mais obscuros da história do país e da América Latina.

O regime militar chileno, iniciado com o bombardeio dos aviões Hawker Haunter da Força Aérea e o combate que custou a vida de Allende e seus partidários em La Moneda, durou 17 anos e vitimou mais de 27 mil pessoas (presas, torturadas, desaparecidas ou assassinadas). Porém, novos dados divulgados pelo governo em 2011 reconheceram que o número pode chegar até 40 mil. Organizações populares foram postas na ilegalidade e os mais básicos direitos de liberdade de expressão foram suprimidos. O odioso regime de exceção tinha como sua figura de proa o bandido fascista Augusto Pinochet.

Todos os anos o povo chileno, em particular a juventude, realiza as tradicionais manifestações de 11 de setembro nas quais são homenageados os mártires da luta contra o fascismo e o terrorismo de Estado.

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Barricadas e enfrentamentos se espalharam por todo país.

Além disso, a população exige punição a todos os responsáveis pelos crimes do regime. Muitos torturadores já foram ao banco dos réus no país. As massivas manifestações também lutam pelos direitos do povo que, assim como na época do regime militar, são pisoteados pelos sucessivos gerenciamentos vende-pátria, e denunciam a farsa de "redemocratização". A selvagem repressão aos estudantes em luta é a prova de que a "liberdade" só existe nos discursos das "autoridades".

E, como não poderia deixar de ser, neste ano de 2013, a semana do dia 11 de setembro foi marcada por combativos protestos e confrontos entre manifestantes e a tropa de choque da polícia. No dia 5, houve confronto durante uma manifestação estudantil que exigia melhorias no sistema educacional. Três dias depois, 8 de setembro, a polícia reprimiu com gás lacrimogêneo milhares de pessoas nas ruas da capital Santiago. No dia seguinte foram postados na internet imagens da marcha de milhares de chilenos, convocada pela Assembleia Nacional pelos Direitos Humanos, que teve concentração na Praça dos Herois e caminhou até o Memorial de vítimas da ditadura no Cemitério Geral. As câmeras registraram a repressão contra os manifestantes.

No dia 10, em um ato simbólico denominado como 'Querer no ver', cerca de mil pessoas deitaram no chão nos arredores de La Moneda durante onze minutos em lembrança das vítimas do regime militar.

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Já no dia 11, ainda durante a madrugada, sessenta e oito pessoas haviam sido presas e vários carros foram queimados no início da recordação dos 40 anos do golpe. Os distúrbios tiveram início na véspera, atravessaram a noite e ganharam o dia inteiro. Em Santiago, várias barricadas foram montadas em diversas localidades e a juventude enfrentou o aparato policial que contava com 8 mil soldados. Sete colégios foram ocupados. Nos diversos enfrentamentos, pedras e bombas caseiras foram arremessadas contra a repressão. Mais prisões foram efetuadas e dezessete pessoas foram acusadas de "desordem pública".

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