Burguesia alemã quer patrimônio da Grécia

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Na Grécia, professores secundaristas e várias outras categorias de funcionários públicos protagonizaram, no dia 29 de agosto, uma jornada de lutas contra mais uma rodada de medidas antipovo no âmbito da contrarreforma do Estado grego exigida pela famigerada Troika interventora (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI).

O mais novo ataque do gerenciamento grego títere da Europa do capital monopolista é generalizar entre o funcionalismo público a prática da "mobilidade e disponibilidade", que consiste obrigar os trabalhadores que estão na linha de frente dos serviços públicos prestados à população a aceitarem quaisquer mudanças de funções e de local de trabalho. Caso se recusem a baixar a cabeça ante a arbitrariedade, podem engrossar o quadro dos funcionários públicos que a Troika e seus paus-mandados de Atenas gostam de chamar de "excedentários", sobras humanas, sujeitos a reduções de salário e perda do vínculo de estabilidade depois de alguns meses. Em suma: ou vai fazer o que o Estado mandar, e onde o Estado mandar, ou entra em uma contagem regressiva para demissão.

Mas isto, a demissão, é mesmo o objetivo último da prática de nome pomposo da "mobilidade e disponibilidade". Com ela, o Estado grego pretende colocar no olho da rua dezenas de milhares de trabalhadores, a fim de reduzir ao mínimo possível, em quantidade e qualidade, os serviços públicos que são direitos da população.

Até agora o programa de "mobilidade e disponibilidade" já vitimou quatro mil funcionários públicos, e o plano do gerenciamento do "primeiro-ministro" Antonis Samaras e da Troika é incluir mais 12.500 trabalhadores do Estado neste regime de exceção laboral. Entre eles estão 3.495 professores que Atenas quer obrigar a transitarem para "serviços administrativos", a custa da redução de disciplinas nas escolas públicas, da redução do tempo de ensino de idiomas estrangeiros e do aumento da carga horária semanal em duas horas dos docentes que permanecerem nas salas de aula.

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