90 anos de choro

Autêntico representante da velha guarda do choro de Belo Horizonte, aos 90 anos Mozart Secundino se apresenta toda semana pelos bares da cidade. Companheiro musical por cerca de 60 anos de Waldir Silva, falecido no início deste mês, Mozart vê nessa 'garotada nova que tem aderido ao choro nos últimos anos', como diz, a continuidade do seu trabalho. 

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— Comecei a mexer com música tocando cavaquinho. Antigamente aqui em Belo Horizonte não tinha bairros, eram as vilas, e tinha aquelas festas nas casas que eu ia com o meu cavaquinho, tocava e cantava. Na vila que eu morava mesmo sempre tinha festas. Até que um dia, em uma dessas festas, conheci um cidadão que tocava violão de 6 cordas, e muito bem mesmo — recorda Mozart.

— Me impressionei com ele tocando, tanto que perguntei onde aprendeu violão, e me disse 'com o professor Bento de Oliveira'. E eu fui lá procurar o professor Bento e estudei com ele por três meses. Eu estava com 28 anos quando aconteceu isso e nunca mais abandonei o violão. O meu é o do 6 cordas, até porque naquele tempo nem tinha o de 7 aqui em Belo Horizonte — continua.

Naquela época Mozart trabalhava como motorista de táxi e tinha a música como uma atividade para as horas vagas.

— Fiquei com táxi ainda mais um tempo e depois fui trabalhar vendendo doces. Pegava os doces na fábrica e ia distribuindo nos bares, mercearias. Trabalhei assim 20 anos, até me aposentar. Mas, durante todo esse tempo mexia com música. Porque depois que peguei o violão passei a ser profissional tocando nas noites — fala.

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