Notícias da Guerra Popular

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Índia

GN Saibaba é preso por apoiar luta popular

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GN Saibaba, secretário da Frente Democrática Revolucionária da Índia (RDF – sigla em inglês), influente ativista do movimento popular naquele país, organizador de vários fóruns contra a 'Operação Caçada Verde' (operação deflagrada pelas forças de repressão contra os povos tribais e populações camponesas) e professor de Literatura Inglesa da Universidade de Nova Déli, foi alvo de mais uma ação arbitrária do velho Estado indiano em 12 de setembro de 2013.

Em operação conjunta, a Agência Nacional de Investigação e diversas forças especiais de repressão que compuseram um grupo de 50 agentes invadiram sua residência, no interior da universidade, e apreenderam diversos pertences, entre eles: chips de celular (inclusive os da esposa e da filha de Saibaba), HDs externos, um DVD de um filme, livros, CDs com vídeos de protestos públicos contra a 'Operação Caçada Verde' e cópias de publicações da RDF.

A renomada escritora indiana Arundhati Roy denunciou a ação arbitrária das forças de repressão salientando que ele foi mantido sob cárcere em sua própria residência durante a busca, lhe foi recusado o direito de permanecer em sua cadeira de rodas durante a ação policial (ele tem limitações físicas decorrentes de uma poliomielite na infância), e também foi negado ao professor o direito de falar com advogados ou com outros professores da universidade enquanto policiais efetuavam a busca.

Durante a ação policial, Saibaba foi tratado com brutalidade, aos gritos, pelos policiais. Ele exigiu o direito de falar com o presidente da Associação dos Professores da Universidade Déli, uma vez que aquilo era uma flagrante violação dos direitos do corpo docente e denunciou que tais ataques não poderiam ocorrer nas instalações da universidade, o que lhe foi negado e ridicularizado pelos agentes da repressão.

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Manifestação em solidariedade a GN Saibaba.

"A busca continuou por cerca de três horas, e alguns dos meus colegas começaram a se aglomerar diante da porta da minha residência, mas não foi permitido que ninguém entrasse. Só quando uma multidão se formou, os policiais terminaram a busca" – denunciou Saibaba.

Durante a busca os policiais tentaram estabelecer ligação entre Saibaba e Mishra Hem, um ativista preso cerca 20 dias antes acusado de "ligação com os "naxalitas" (como são conhecidos os maoístas na Índia), e também com outras prisões de ativistas acusados de vínculos com o Partido Comunista da Índia (Maoísta).

O Comitê Pela Libertação dos Prisioneiros Políticos emitiu nota condenando a ação arbitrária e autoritária das forças de repressão, repudiou a criminalização do professor Saibaba e a tentativa de intimidar os movimentos de defesa dos direitos dos povos na Índia.
Personalidades e organizações populares e democráticas da Índia e de outros países manifestaram-se repudiando a criminalização da luta do povo indiano contra o velho Estado fascista e em solidariedade ao professor GN Saibaba.


Os combates não param

Com informações de revolucionnaxalita.blogspot.com

Na madrugada de 20 de setembro, um agente policial do Grupo Especial de Trabalho ('jawan') foi aniquilado e outros dois ficaram feridos quando combatentes do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta), dispararam contra eles no distrito de Jamui, em Bihar. 
Sobre esta ação, o superintendente de polícia, Jitender Rana, disse à agência PTI que os maoístas armados explodiram bombas no povoado de Parasi. Quando uma patrulha da polícia estava a caminho do lugar do incidente, os maoístas efetuaram o ataque de cima de uma montanha. Três agentes ficaram feridos gravemente, sendo que um deles não resistiu.

Em outra emboscada realizada pelo EGPL em 16 de setembro mais dois policiais 'jawans' da Polícia Auxiliar Especial foram aniquilados e diversos ficaram feridos quando os maoístas atacaram uma patrulha na aldeia de Amarut, também em Bihar. Fontes policiais afirmaram que oitos 'jawans' faziam parte deste grupo.
Já no dia 18, um policial foi aniquilado e um guerrilheiro do EGPL caiu em combate durante um tiroteio entre as forças de repressão e os maoístas no distrito de Bijapur. O enfrentamento ocorreu próximo aoacampamento policial de Mariwada bajo Gangalur. Os maoístas tomaram um rifle Insas, 80 cartuchos e um rifle de assalto.

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Turquia

Guerrilheiros atacam empresas florestais

Com informações de odiodeclase.blogspot.com

Em 14 de setembro, combatentes do Exército de Libertação dos Operários e Camponeses da Turquia (TIKKO), dirigido pelo Partido Comunista da Turquia / Marxista-Leninista (TKP/ML), levaram a cabo uma ação contra uma empresa privada dedicada ao setor florestal que realiza trabalhos de pavimentação durante a noite no povoado de Yüceldi Hozat.

A guerrilha ocupou a zona bloqueando parte dos trabalhos florestais e depois realizou uma ação de propaganda entre os trabalhadores explicando sua finalidade. Os guerrilheiros incendiaram o local e depois sumiram entre as árvores.

Peru

21 anos do discurso histórico de Abimael Guzmán

Com informações do blog Dazibao Rojo

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Dr. Abimael Guzmán Reynoso

Em 24 de setembro de 1992, sob o cerco de uma malta de hienas do monopólio das comunicações, as cortinas se abaixaram expondo o Dr. Abimael Guzmán Reynoso, o Presidente Gonzalo, chefatura do Partido Comunista do Peru, dentro de uma jaula vestindo um uniforme listrado de presidiário.

Sonhava a reação que isso o diminuiria perante as massas e o proletariado do mundo inteiro. Se enganaram.

A reação jamais imaginaria que o "recodo", a curva no caminho, como Abimael Guzmán definiu a sua queda e de grande parte do comitê central do PCP seria respondida com um contundente e profundo pronunciamento.

Em seu discurso histórico, dirigido ao povo peruano, ao proletariado do Peru e de todo o mundo, e especialmente aos militantes do PCP e aos combatentes do Exército Guerrilheiro Popular, ele os convocou a prosseguirem a Guerra Popular.

Desde então, completaram-se 21 anos que Abimael Guzmán se encontra nas masmorras da Base Naval de Callao, sepultado vivo, vários metros abaixo da superfície, em um cubículo de concreto, incomunicável. Em todos estes anos, o velho Estado peruano e o imperialismo tentaram atacá-lo, atribuindo a ele o papel de traição e capitulação da Guerra Popular sem jamais permitir que ele se pronunciasse publicamente uma vez sequer.

Organizações populares, democráticas e revolucionárias de diversos países denunciam sérias ameaças à integridade física e à própria vida de Abimael Guzmán.

Por ocasião da passagem dos 25 anos do 1° Congresso do PCP, partidos comunistas maoístas de diferentes países emitiram uma declaração em que afirmam:

"Em todos estes anos nunca renunciamos à defesa deste discurso e do Presidente Gonzalo e ao apoio ao PCP. Hoje, no momento em que a Guerra Popular no Peru sofre uma fase de sérias dificuldades, o Partido luta por superá-la. Apoiamos aos companheiros e companheiras que no Peru e no exterior levam adiante a ideologia, a linha e a prática da Guerra Popular, defendida pelo Presidente Gonzalo, como fora estabelecido no 1º Congresso do Partido, do qual completa-se o 25º aniversário" [fonte: dazibaorojo08.blogspot.com].

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