O mundo protesta contra a agressão à Síria

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Protestos contra a agressão à Síria na Inglaterra.

Formalizada a adesão da Síria ao Tratado de não proliferação de armas químicas, a ONU reenviou seus técnicos para mapear os estoques de armas do país e proceder a um plano de desarmamento que deve se estender até o meio do ano que vem.

A venda da soberania relativa da Síria pela Rússia, entretanto, não assegura que o país não será invadido pelas forças do imperialismo, mais cedo ou mais tarde. Aliás, em seu discurso na sessão de abertura da Assembleia da ONU, no qual esnobou Dilma, Obama deu o tom da superpotência imperialista que é o USA, assegurando que atacará qualquer país que julgar conveniente.

E enquanto o USA e a Rússia acertam os detalhes da divisão do butim na Síria, na fase do rufar dos tambores de mais uma iminente agressão a uma nação do Oriente Médio, as massas populares estadunidenses tomam as ruas em, por vezes, agigantados protestos contra a intenção declarada do ataque. Já o povo sírio sofre as violentas consequências da dilaceração da vida em todos os níveis e sentidos causada justamente pela luta de repartilha imperialista naquela região do planeta.

Em cidades como Nova Iorque, Chicago, São Francisco, Boston, Seattle e na capital Washington, dezenas de milhares de pessoas marcharam nas últimas semanas exigindo que se torne natimorta a intenção de mais uma guerra de colonização movida sob o mote da ação da "polícia do mundo" (desta vez, supostamente para acabar com o uso de armas químicas por Bashar Al-Assad). Pesquisas recentes mostram que, em média, nada menos do que 95% do povo estadunidense é contra a agressão à Síria prenunciada pelo chefe imperialista Obama.

Obama tentou dirimir a insatisfação popular dizendo que, na Síria, "não botaremos o coturno no chão". Mas além da questão de classe inerente à frequente oposição do povo estadunidense às guerras movidas por seu "governo" (afinal, são trabalhadores os que são mandados para o front e que são penalizados com a falta de investimentos em serviços públicos a fim de economizar para os tanques de guerra e aviões de combate), o povo do USA vem dando uma grande demonstração de solidariedade ao povo sírio.

Prova disso são os cartazes dizendo, em inglês: "Obama, dont drone Syria". Algo como: Obama, não bombardeie a Síria com drones!". Como se sabe, os drones são aviões-robôs, não-tripulados, largamente utilizados pelo USA para levar a cabo ataques covardes na Ásia e no Oriente Médio.

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