Em 10 anos, Europa terá 25 milhões de pobres a mais

http://www.anovademocracia.com.br/118/16a.jpg

A Europa do mundo do trabalho padece ante o avanço inexorável da degradação das condições de vida decorrentes da crise geral e da enxurrada de "medidas de austeridade" ditadas aos gerentes dos elos mais fracos da União Europeia pelos artífices da Europa do capital monopolista, que tentam, com ataques sem precedentes aos empregos e aos direitos historicamente conquistados pelas classes trabalhadoras, produzir algumas bolhas de ar que lhe prolonguem a agonia e posterguem a asfixia total dos seus bancos e monopólios.

Em relatório divulgado em junho, intitulado "Um conto moral: o verdadeiro custo da austeridade e da desigualdade na Europa", a organização não-governamental Oxfam International afirma que se os planos de "ajuste" ditados pelo FMI, pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu seguirem na toada atual (à rigor, as medidas antipovo se mostram mais draconianas a cada dia que passa) mais 25 milhões de europeus serão atirados na pobreza até o ano de 2025 – o que equivale às populações somadas da Áustria e da Holanda.

O documento ressalta que as nações mais duramente castigadas pelas "medidas austeridade", casos de Portugal, Espanha e Grécia, em breve mergulharão em condições de desigualdade de direitos e de renda idênticas às de alguns dos países mais pobres do planeta, confirmando o cenário de que aqueles distintos membros da pomposa União Europeia vêm se transformando em autênticas semicolônias incrustadas no seio da "rica" Europa.

Noves fora as previsões para o futuro a médio e longo prazos, as consequências das "medidas de austeridade" na Europa podem ser notadas agora mesmo, dia após dia, no próprio noticiário da imprensa burguesa europeia e mundial, na crônica esquizofrênica do ciclo vicioso da crise que se aprofunda à medida que os capitalistas tentam desesperadamente superá-la à custa da dignidade e do emprego das massas trabalhadoras.

Um dos dados mais recentes da tragédia coletiva que se abate sobre o mundo do trabalho é mais um recorde de desemprego registrado na Grécia.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

LEIA TAMBÉM

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Paula Montenegro
Taís Souza
Rodrigo Duarte Baptista
Victor Benjamin

Ilustração
Paula Montenegro