Teatro popular engajado

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Formado por quatro componentes fixos e muitos convidados, a companhia teatral Kiwi se preocupa em fazer um teatro político, crítico, envolvido com problemas sociais. Com pequenas intervenções nas ruas, espetáculos em salas, ou participando como ativistas nas últimas manifestação em São Paulo, o Kiwi luta no sentido de pensar o mundo atual e nele intervir.

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Teatro Kiwi participa de manifestação em São Paulo.

Começamos nossas atividades em Curitiba, PR, no final de 1996, onde as condições de produção teatral e mesmo o contexto político da cidade eram mais difíceis e desfavoráveis para o tipo de trabalho que nos interessava fazer, que é um teatro mais político, engajado — conta Fernando Kinas, diretor da companhia.

— Foi na mudança do grupo para São Paulo, mais ou menos em 2005, que as coisas começaram a ter uma dimensão mais consistente, tomar corpo do que é hoje a companhia, por conta do forte movimento teatral que existe aqui, com preocupação social evidente, ambição política no sentido de discutir a cidade, os problemas da sociedade brasileira, e diálogo com movimentos sociais — continua.

Em 2006 a companhia estreou o espetáculo Teatro/mercadoria, trazendo uma discussão sobre a mercantilização dos bens simbólicos.

— Ele consolidou uma das preocupações que tinham sido constantes desde o nosso surgimento que é discutir as capacidades, os limites, as possibilidades da arte, em especial do teatro, na sociedade contemporânea. Discutiu o processo de transformação em mercadoria de quase tudo, entre elas, saúde, educação, a arte, a cultura etc — expõe Fernando.

— Temos um certo tripé que organiza o trabalho da companhia: discussão crítica de problemas contemporâneos; realização de pesquisa artística, não se contentando com os formatos artísticos existentes; e trabalho com os movimentos sociais — explica.

As preocupações artísticas e culturais, segundo Fernando, sempre estiveram ligadas ao que chamam de “teatro de intervenção”, que pensa o mundo atual e procura nele intervir.

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