Uma viagem ao holocausto brasileiro

Mais um trem chega à cidade. Despeja a carga humana, que prontamente é conduzida ao seu destino final. Naquele lugar lhes raspam as cabeças, arrancam suas vestes. Dezenas de milhares perdem os nomes, são escravizados, submetidos a tratamentos pseudocientíficos, torturados e mortos e, finalmente, dependendo da procura, tem seus cadáveres negociados.

http://www.anovademocracia.com.br/118/13a.jpg
Fotografia tirada por Luiz Afredo para a revista O Cruzeiro em 1961.

Essa história de terror, que parece evocar o suplício infligido às vítimas do nazismo no campo de concentração de Auschwitz, na verdade aconteceu no Brasil, estendendo-se por décadas, até um passado bastante próximo.

A jornalista Daniela Arbex, ganhadora de numerosos prêmios como repórter investigativa, recentemente lançou seu livro-reportagem Holocausto Brasileiro, no qual revela em detalhes um dos episódios mais velados e terríveis da nossa história: a barbárie praticada no maior hospício do Brasil, o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena, mais conhecido como Colônia.

O Colônia foi fundado em 1903. Nas primeiras três décadas de funcionamento consta que foi uma instituição respeitável. Depois passou a ser um depósito de 'gente indesejável para a sociedade'. Mas, segundo os dados compilados no livro, é a partir da instauração do último regime militar que o Colônia se torna brutal, e coincide com os estertores do regime, no começo da década de 1980, também o fim da instituição.

A maioria dos 'pacientes' chegava trancafiada em vagões de trem (a expressão mineira Trem de doido, que hoje curiosamente expressa uma coisa muito boa, tem aqui sua origem), era internada a força e sequer tinha diagnóstico de doença mental. Eram alcoólatras, homossexuais, epilépticos, prostitutas, gente humilde perseguida por algum poderoso, como um delegado ou fazendeiro, meninas que tinham sido engravidadas pelos patrões... Além de pelo menos trinta e três crianças.

http://www.anovademocracia.com.br/118/13a.jpg
Fotografia tirada por Luiz Afredo para a revista O Cruzeiro em 1961.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de Apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro

E-mail: [email protected]om
Reuniões semanais de apoiadores
todo sábado, às 9h30

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão (In memoriam)
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Taís Souza
Gabriel Artur
Giovanna Maria
Victor Benjamin

Ilustração
Victor Benjamin