Projetação: ocupar e politizar os espaços

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No seio dos protestos que se espalharam pelo Brasil, desde junho de 2013, surgiram também formas muito diversas de se manifestar e atuar politicamente. Advogados defendendo o direito à liberdade de expressão e também os presos políticos, profissionais da saúde de prontidão em cada protesto para dar os primeiros socorros aos feridos, vestidos de branco ou de preto, o que importa é colocar-se a serviço da luta popular.

O Coletivo Projetação surgiu no Rio de Janeiro. Sempre em grupo ou pelo menos em duplas, eles escolhem um local estratégico e começam a montar a estrutura: um notebook, um projetor, uma superfície e, principalmente, muita vontade de ocupar os espaços públicos através de mensagens escolhidas especialmente para o momento.

O uso do projetor como forma de intervenção na rua é uma prática antiga. A nossa primeira projeção ocorreu em 20 de junho. A partir da projeção no Palácio da Guanabara as pessoas começaram a se interessar e se reuniram para ajudar. Era uma ideia que já existia no inconsciente coletivo — conta Thoreau, integrante do Coletivo.

Nas manifestações havia muitos cartazes e percebemos que faltava algo, que podíamos ocupar mais espaços. Quando projetamos, as pessoas que estão nos atos se sentem amparadas e também é possível compartilhar as reflexões para quem não está no protesto — continua Thoreau.

Sob o risco do real

Nas manifestações realizadas em sete de setembro, o Projetação levou suas mensagens para 11 cidades, no Brasil e no exterior. O coletivo organizou, pelo facebook a ação simultaneamente em Belém, Brasília, Fortaleza, Recife, Salvador, São Paulo, e na Indonésia, Alemanha, Holanda e Inglaterra.

Mas nem sempre é fácil ocupar os espaços públicos e projetar frases, imagens ou filmes. O Projetação surgiu em meio a protestos que foram duramente reprimidos pela polícia no Rio de Janeiro com gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha. Até o momento, nenhum dos integrantes saiu ferido, mas Thoreau relata como é atuar sob o risco do real:

Durante os atos evitamos estar sozinhos. Vamos sempre quatro pessoas, cada uma é responsável por um equipamento. Já aconteceu de sermos atingidos por gás lacrimogêneo. Não precisamos nos arriscar. Quando sentimos que as coisas estão ficando mais violentas, desligamos os equipamentos e tentamos ir a um local seguro. O importante é dar a mensagem.

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