Combativa greve de professores no Rio

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Professores em manifestação ao lado da Câmara.

Os professores da rede municipal do Rio de Janeiro ocuparam, no último 26 de setembro, a Câmara Municipal. Neste dia, os vereadores tentavam passar, pela segunda vez, a proposta que prejudica em muito a categoria, que está em greve desde oito de agosto contra o plano de cargos, carreiras e remuneração (PCCR) apresentado pela prefeitura na semana anterior. A paralisação chegou a ser suspensa por alguns dias, mas diante do descaso da gerência Eduardo Paes em apresentar uma proposta para a categoria, os docentes retornaram à greve.

Até o fechamento desta edição, a votação na Câmara estava adiada e a greve mantida, centenas de professores ocupavam a Câmara e mais de mil profissionais protestavam do lado de fora. Em 25 de setembro, o Tribunal de Justiça do Rio derrubou a liminar concedida ao Sepe-RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio) que impedia que a prefeitura cortasse o ponto ou utilizasse outras medidas de retaliação contra os profissionais em greve.

Em 24 de setembro, o gerenciamento Eduardo Paes assinou o PCCR da categoria. Os professores protestaram nos acessos à Câmara. O prefeito respondeu que o problema seria resolvido pelos vereadores e que não negociaria com a categoria.

Pressionado pela combatividade da categoria, o Sepe-RJ, que anteriormente havia feito todo tipo de manobra para vender a greve, lançou nota condenando a intransigência do prefeito e declarou que dez reuniões foram realizadas com representantes da prefeitura, três delas com a presença de Paes — e mesmo assim nada foi acordado em benefício dos trabalhadores. Antes, em 20 de setembro, os profissionais em greve já haviam ocupado a prefeitura em protesto.

Estado em greve

Os professores estaduais também continuam em greve e acampados em frente à Assembleia Legislativa do estado, na capital. No último 26 de setembro, a gerência estadual Sérgio Cabral confirmou que cortará o salário dos profissionais em greve e ameaçou demitir os docentes que não retornarem às salas de aulas em 10 dias. No fim de agosto, a categoria havia conseguido uma liminar garantindo o direito à greve.

A reportagem de AND conversou com o professor de educação física das redes municipal e estadual, Leandro Martins, que comentou as medidas repressivas contra os profissionais da educação:

Eu já vejo isso acontecer faz tempo na rede estadual e agora estou vendo acontecer a mesma coisa na rede municipal. Em 2009, me lembro bem, professores e profissionais, muitos aposentados, mulheres e crianças tomando tiro de bala de borracha da PM na escadaria da Alerj. Essa é a estratégia do governo utiliza de repressão, agressão ao trabalhador. Agora mesmo, os governos conseguiram uma liminar para cortar o nosso ponto, estão judicializando a greve. Eu, como professor e cidadão, me sinto lesado no meu direito de fazer greve. Greve não é se ausentar das funções, mas construir a educação em outros espaços, como na luta, nas ruas. É isso que nós estamos fazendo aqui hoje — conclui.

Leandro falou também das estratégias obscuras utilizadas pelos gerenciamentos de turno para criminalizar a luta dos profissionais da educação.

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