GTNM faz protesto em visita da Comissão da "Verdade" ao Rio

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Peritos com instrumentos de precisão em material ósseo.

Na manhã do dia 23 de agosto, o Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro, com o apoio de várias outras organizações, fez um ato durante a visita da subcomissão da Verdade, Memória e Justiça do Senado às instalações da Polícia do Exército, na Tijuca, zona Norte da cidade. No local funcionava o Destacamento de Operações de Informações e o Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), que durante o regime militar prendeu, torturou e assassinou inúmeros heróis do povo brasileiro naquele mesmo quartel. Em agosto, representantes da Comissão Estadual da Verdade foram impedidos de entrar no local, o que segundo a fundadora e vice-presidente do GTNM, Cecília Coimbra, é um absurdo.

É um absurdo! Todos deveriam ter acesso. Isso é um prédio público. Nós vivemos em uma democracia de direito. Se isso é um prédio público, toda e qualquer pessoa deveria ter acesso. As forças armadas não estão acima da democracia nesse país. Não estão acima do executivo, do legislativo e judiciário. Então isso é um acinte à memória desses companheiros que não estão mais aqui, um acinte a nós que sobrevivemos e um acinte à sociedade brasileira, que precisa conhecer a sua história. Nós precisamos ter acesso a esse prédio que funciona como PIC [Pelotão de Investigações Criminais] ainda, e que funcionou como DOI-CODI. Nós temos que ter acesso a isso para que esse local seja transformado em um museu da memória, para todo o povo brasileiro saber o que existiu nesse lugar e o que existiu nesse país — protestou.

O representante da OAB e presidente da Comissão da Verdade do Rio, Wadih Damous, também esteve no local e criticou a proibição imposta um mês atrás pelo comando do exército.

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Epaminondas pouco antes de sua prisão em 1971.

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