Greve na OAS: exemplo a ser seguido

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Belo Horizonte - MG

Uma combativa greve dos operários da empreiteira OAS, em uma obra do governo estadual localizada na região Oeste de Belo Horizonte (MG), foi sustentada por cinco dias, de 19 a 24 de setembro, até a realização de uma reunião na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), que determinou o cumprimento imediato pela empresa das reivindicações dos trabalhadores.

Foi uma greve muito importante, que serviu como grande exemplo para todos os operários da construção de Belo Horizonte e região, que no dia 22 de setembro deram início à jornada de lutas da campanha salarial 2013/2014. Os companheiros dessa obra compareceram à Assembleia de abertura da campanha na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de BH e Região (Marreta) em plena greve e foram saudados pela diretoria do Marreta e pelos companheiros da Liga Operária, da Liga dos Camponeses Pobres, da Escola Popular e por todos os trabalhadores presentes.

A assembleia ocorreu em um domingo. No dia seguinte ocorreria uma reunião na DRT para debater as reivindicações dos operários da OAS. Mas momentos antes dessa reunião na DRT ocorreram novos e graves problemas na obra: dois operários passaram mal no canteiro de obras, um deles sofreu um aneurisma agudo e houve grande demora para seu atendimento. Não havia equipamentos de primeiros socorros à disposição na obra. Isso gerou grande tensão e revolta durante a assembleia e os trabalhadores mantiveram a greve.

Somente no dia 24 de setembro a assembleia no canteiro de obras aprovou o fim da greve, mas a revolta ainda é grande devido ao desrespeito da OAS com os trabalhadores e contra as péssimas condições de trabalho.

Os acontecimentos só se agravaram. Às 23h de 24 de setembro, o operário José Maria Fernandes, que sofreu a ruptura do aneurisma, faleceu, aumentando a revolta de todos seus companheiros de trabalho. Em nome do Marreta e de toda a sua diretoria, envio aos familiares do companheiro José Maria nossa solidariedade e manifestamos nosso protesto de revolta contra mais esse assassinato de trabalhador da construção. Nós, do Marreta, reafirmamos o compromisso de dar dura luta para que esses fatos não se repitam e que os responsáveis pelos sofrimentos da classe operária, os exploradores e negligentes, os patrões descumpridores dos direitos dos trabalhadores, das normas de segurança do trabalho, exploradores e opressores da classe operária sejam devidamente responsabilizados e punidos.

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