Guarulhos – SP: 111 operários libertados de cativeiro da OAS

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Na última semana de setembro, 111 operários nordestinos foram resgatados em obra de ampliação do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. Eles foram aliciados no Maranhão, Sergipe, Bahia e Pernambuco e ficavam alojados em onze casas em condições degradantes.

Cada operário havia pago entre R$ 300 e R$ 400 a um "gato" (aliciador) pela viagem e aluguel da casa, além de uma "taxa" de R$ 100 que seria destinada a um funcionário da Construtora OAS para "agilizar" a contratação. Eles iriam trabalhar como carpinteiros, pedreiros e armadores nas obras de ampliação do aeroporto.
Eis a situação de um dos "alojamentos": 38 homens se espremiam numa casa de dois andares com quatro quartos e apenas dois banheiros. Muitos dormiam na cozinha e até debaixo da escada.

Eles haviam recebido a promessa de bons salários, registro em carteira e vales-refeição e transporte, mas não receberam nada disso e ainda por cima tiveram que levar suas próprias ferramentas para trabalhar.

Além disso, a OAS não aceitou os comprovantes de residência das cidades de origem para o registro. Os trabalhadores ficaram reféns do "gato" que tinha um acordo com a OAS para apresentar comprovantes das casas que ele mantinha, o que garantiria à OAS o não pagamento dos valores referentes ao alojamento, como o aluguel.

Após a denúncia da situação desses trabalhadores ao Ministério Público Estadual de SP, os operários foram convocados à sede da Superintendência Regional do Trabalho (SRTE) em São Paulo onde receberam as verbas rescisórias e as guias de seguro-desemprego.

A OAS é a terceira empresa que mais fez doações a candidatos nas últimas eleições. Entre 2002 e 2012, a empreiteira doou mais de R$ 146 milhões para campanhas. Isso só mostra como os políticos e os grandes empresários estão de mãos dadas para explorar e escravizar os trabalhadores.

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