A história dos líderes do terrorismo sionista-israelense

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Chaim Weizman

(1874-1952)

Nascido em Motol, Rússia, nacionalizou-se britânico em 1910. Durante a Primeira Guerra Mundial, Weizman descobriu um método não aprovado de fazer explosivos a partir de substâncias como a acetona e o álcool butílico para ajudar os esforços bélicos britânicos. Por isso, tinha muito acesso ao sistema de segurança do governo britânico o que facilitou o compromisso inglês com o sionismo, que posteriormente se transformou na chamada "Promessa de Balfour" (que foi garantida a Weizman através de uma carta). Também atuou como conselheiro especial do Ministério Britânico de Abastecimento. Por seus esforços em favor do projeto sionista, foi aclamado como o primeiro entre os Primeiros-Ministros de "Israel".

David Ben Gurion

(1886-1974)

Nascido como David Green na Polônia. Mudou-se para a Palestina em 1906. Como chefe da Agência Judaica para a Palestina de 1935 a 1948, Ben Gurion dirigiu todos os esforços judeus no sentido de transformar o país, de multiétnico/multicultural, em um estado exclusivamente judeu "para perpetuar sua natureza judaica". Suas atividades oscilaram entre o aproveitamento de terras e criação de assentamentos para imigrantes judeus, até atividades secretas contra os nativos palestinos (depois da revolução palestina de 1936 se rebelou contra os governantes britânicos). Um comentário das Memórias de Rabin sobre Ben Gurion: "Caminhávamos juntos ao ar livre, Ben Gurion nos acompanhava. Allon repetiu sua pergunta: O que devemos fazer com a população palestina? Ben Gurion moveu suas mãos em um gesto que queria dizer expulsá-los para fora" (Memórias de Ytzhak Rabin, versão censurada, publicada no NY Times em 23 de outubro de 1979 - a descrição de Rabin sobre a conquista de Lydda, depois da conclusão do Plano Dalet).

Moshe Sharett

(1894-1965)

Nasceu na Rússia e seu nome original era Shertok. Em 1906 mudou-se para a Palestina, onde foi ativo no Movimento Trabalhista. Em 1933 foi nomeado chefe do departamento político da Agência Judaica na Palestina. Sharett foi o homem mais próximo de Ben Gurion em sua "luta pela independência do estado judeu". Em 1948 foi nomeado ministro dos Assuntos Exteriores e de 1953 a 1955 atuou como primeiro-ministro. Sharett via o fortalecimento da posição israelense através da aliança, mais do que através da confrontação. Sua substituição como premier por Ben Gurion em 1955 e o afastamento em 1956, refletiu o movimento existente em "Israel" favorável à confrontação, que resultou na guerra árabe-israelense em 1956.

Levi Eshkol

(1895-1969)

Nascido como Levi Shkolnik na Ucrânia (sob controle russo). Na Primeira Guerra Mundial serviu na legião judaica, que apoiou as forças britânicas na Palestina. Mudou-se para a Palestina e ajudou na constituição do Haganah, um grupo terrorista judeu clandestino que protagonizou a limpeza étnica dos nativos palestinos entre 1947-1949.

Golda Meir

(1898-1978)

Nascida como Golda Mabovitz em Kiev, Ucrânia. Sua família emigrou para Milwaukee, EUA, em 1906. Em 1921, com seu marido Morris Meyerson ( nome mudado para Meir em 1956), transferiu-se e assentou-se na Palestina. Declarou: "Não existe um povo palestino". Seus acordos secretos com o Rei Abdullah (da Transjordânia) em 1947 foram cruciais para frustrar a formação do Estado Palestino e estabelecer o controle hashemita sobre o que atualmente se conhece como "Margem Ocidental", ou Cisjordânia.

Menahem Begin

(1908-1992)

Nascido em Brest-Litovsk, Rússia (agora Brest, Bielo-Rússia). Em 1930 converteu-se em membro ativo do movimento sionista terrorista e transferiu-se à Palestina em 1942, onde se envolveu em atos terroristas, como atentados nas zonas de civis palestinos. Procurado pelo governo britânico por essas atividades, costumava chamar os palestinos de "baratas".

Ytzhak Shamir

Nascido em 1915 em Ruzinoy, um povoado do leste da Polônia. Seu sobrenome era Jazwernicki. Alistou-se no Irgún Zvai Leumi, um grupo terrorista judeu clandestino, em 1937, e esteve envolvido em vários atentados terroristas contra civis. Em 1940, Shamir filiou-se ao partido extremista Lohamei Herut Yisrael, ou grupo Stern. Foi detido duas vezes pelas autoridades britânicas por suas atividades terroristas e fugiu para a França em 1946. Quando Israel foi criado, voltou e trabalhou no Mossad, serviço de informação israelense responsável pela continuação do terrorismo contra os nativos palestinos.

Ytzhak Rabin

(1922-1995)

Nascido em Jerusalém, filho de colonos sionistas. Em 1941, Rabin alistou-se na Palmaj, uma unidade do exército terrorista clandestino judeu. De 1947 a 1948, o grupo foi envolvido em operações de limpeza étnica dos habitantes palestinos (segundo Benni Morris, que documentou a expulsão dos cidadãos palestinos em Lod e Ramle, esta foi feita sob o comando de Rabin). Famoso como ministro da Defesa israelense no final dos anos 80, por ordenar, como norma, a "quebra de ossos" de manifestantes palestinos (a maioria crianças). Rabin disse uma vez que "o processo de paz de Oslo é um novo instrumento para obter os objetivos tradicionais de Israel." Henry Kissinger disse: "Pedi a Rabin para que fizesse concessões e ele me respondeu que não podia, porque Israel era demasiado débil. Então lhe dei armas, e voltou a responder-me que não tinha porque fazer concessões, porque Israel agora é forte (Findley's Deliberate Deceptions, p. 199). Ytzhak Rabin disse uma vez (no Knesset, parlamento): "Com todos seus erros, o Partido Trabalhista fez mais e continua sendo capaz de fazer mais. Nós nunca falamos sobre Jerusalém. Nós apenas fizemos fait accompli. Fomos nós que falamos de Jerusalém (a parte anexada). Os americanos não disseram nada, porque construímos esses bairros de forma inteligente."

Ehud Barak

Nascido como Ehud Borg, filho de imigrantes da Europa Oriental na Palestina, em 1942. Posteriormente, adotou o nome hebreu de Barak. Começou seu treinamento e serviço militar em 1959. Foi membro de uma unidade de assassinatos secretos que vitimou um bom número de líderes políticos palestinos no Líbano (por exemplo, Beirute, em 1976) e líderes da resistência nos territórios ocupados. Foi recompensado com promoções militares rápidas, sendo o mais jovem chefe do exército da história israelense.

Ariel Sharon

Seu nome real é Arik Scheinerman. Nascido na Palestina durante a ocupação britânica em 1929, de pais imigrantes russos, colonos sionistas na Palestina. Em 1953 organizou a infame "Unidade 101", semeando o terror ao longo das fronteiras da Palestina, aterrorizando a população civil palestina para obrigá-la a fugir de seus lares e terras próximas às fronteiras. Em 14 de outubro de 1953, Sharon e sua unidade cometeram um massacre na aldeia de Qibya (então sob direção jordaniana). Ben Gurion mentiu quando disse que o massacre foi cometido por enfurecidos granjeiros judeus (como se demonstrou com documentos, posteriormente). Sessenta e nove civis palestinos foram assassinados (a maioria mulheres e crianças). Suas tropas, no princípio dos anos 70, foram encarregadas de "pacificar Gaza". Impôs uma brutal política de repressão, dinamitando lares e derrubando campos de refugiados inteiros, impondo severos castigos coletivos e encarcerando centenas de cidadãos palestinos. Toda a zona foi transformada em uma prisão. Sharon foi o impulsionador do projeto dos assentamentos, da fundação do partido extremista Likud e um número indeterminado de "sucessos". Foi o arquiteto da invasão do Líbano. Seus armados e financiados mercenários da Falange, sob suas ordens cometeram o massacre dos campos de refugiados palestinos de Sabra e Shatila. Atualmente está sendo investigado e processado por Crimes contra a Humanidade. Apesar disso, seus crimes continuam até hoje.

Shimon Peres

Seu verdadeiro nome é Shimon Perski, e nasceu em 1923 em Vishnia, Polônia (agora Bielo-Rússia). Juntamente com seus pais, foi para a Palestina em 1934 (sob mandato britânico). Alistou-se no grupo terrorista clandestino judeu Haganah e serviu como chefe de seus recursos humanos em 1940. Foi o arquiteto do programa nuclear israelense. Nomeado diretor geral, em 1953, do Ministério da Defesa, imediatamente começou a desenvolver o setor nuclear. Nos anos 50 e final dos 60 Israel desenvolveu seu programa nuclear primário com a ajuda da França, mantendo a doutrina "ambígua" de Peres. Os EUA e GB, entre outros países, fizeram que não viram. Foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz pelos acordos de Oslo. O Comitê do Nobel recentemente assinou uma carta questionando o fato de havê-lo premiado (baseando-se em suas ações posteriores como membro do governo de Sharon).


*O Prof. Mazin Qumsiyeh é palestino, cientista da área de genética da Universidade de Yale, EUA e co-fundador da Coalizão Palestina do Direito ao Retorno, Al-Awda.
NR - O autor usa a expressão sionistas-israelenses, obviamente, por existir sionistas que se hospedam em outras nacionalidades: sionistas-alemães, sionistas-ucranianos, sionistas-russos, etc. Com a fundação do Estado de Israel, em 1948, o sionismo tornou-se a ideologia oficial do Estado e da política de Israel. Traduzindo os interesses do imperialismo, o sionismo busca se apoiar no conceito anticientífico de uma única nação judaica que engloba todos os hebreus, independente do país onde esteja vivendo.
O sionismo tem também a propriedade de ser anti-semita. Essa corrente reacionária nascida no seio da burguesia, no final do século IX, busca inspiração numa pretensa superioridade racial e no excepcionalismo. Ainda para ludibriar os hebreus, o sionismo, que é essencialmente anticomunista, finge ter uma coloração socialista e se apresenta como um movimento de libertação nacional. A XXX sessão da Assembléia Geral da ONU (1975) foi obrigada a reconhecer e a denunciar o sionismo como uma das formas de racismo. Veja o site: www.palestina1.com.br

*Tawfiq Zayyad, palestino de Nazaré, nasceu em 1940 e faleceu em 1994. Membro do Partido Comunista de Israel, deputado no parlamento israelense, foi defensor contumaz de seu povo contra a intolerância e a política cruel oriunda da vitória do estado sionista. Escritor imprecatório, direto, Zayyad foi desde o princípio um dos máximos expoentes líricos da resistência palestina, sempre dirigindo seus versos a seu povo, ao qual animava, em perseguição ao objetivo justo de alcançar a libertação da terra e dos palestinos.

 

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