Para paulistas, Lampião foi herói


Cartaz distribuído pelo governo baiano nos estados da Bahia Alagoas e Sergipe, em 1930

Para mais de 1.200 pessoas que passaram nas duas últimas semanas de julho pela estação Brás da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e se manifestaram através de cédulas de votação, o rei do cangaço Virgolino Ferreira, o Lampião, era um herói e o seu comportamento pessoal muito se aproximava da forma de agir do personagem de ficção literária inglesa Hobin Hood, aquele que dividia entre os pobres o que havia expropriado aos ricos. Essa foi a primeira vez que São Paulo "julgou" o companheiro de Maria Bonita.

Antes do anúncio do resultado, vários artistas, como Socorro Lira, Costa Senna, Cacá Lopes, Sebastião Marinho e Andorinha, se apresentaram no palco da estação. Na mesma ocasião foi inaugurada uma exposição fotográfica do acervo Dana sobre a vida do famoso cangaceiro pernambucano, cuja morte completou 65 anos no dia 28 de julho.

Dois atores, o paraibano Alexandre Azevedo e a paulistana Júlia Moura, caracterizados de Lampião e Maria Bonita, interpretaram o personagem enquanto distribuíam pedaços de rapadura e carne seca aos usuários da estação. Esses alimentos eram típicos do cotidiano dos cangaceiros. Também foi lançado na ocasião o projeto O Autor na Estação, que visa estimular a leitura.

Julgamento formal

A exposição sobre Lampião permanecerá na estação do Brás até o dia 18 de agosto, quando será deslocada para o Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito do Largo São Francisco. No dia 19 de agosto, a partir das 11 horas, Lampião será julgado com as formalidades de praxe por um juiz, com base no que decidir um corpo de jurados formado especialmente para esse evento. Amaury Correa, principal biógrafo de Lampião, estará presente. A neta, Vera Ferreira também.

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