Notícias da Guerra Popular

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Índia

Prisão e criminalização de dirigente popular

Comunicado da Frente Democrática Revolucionária (RDF) contra a prisão e criminalização de seu Secretário Geral, Rajkishore Singh

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Rajkishore, à esquerda da mesa, ao lado de G.N. Saibaba,
em atividade da Frente Democrática Revolucionária.

Traduzido para o espanhol pela página Gran Marcha Hacia el Comunismo. Traduzido e adaptado para o português pela redação de AND.

Em 1º de novembro, o Secretário Geral da Frente Democrática Revolucionária (RDF, sigla em inglês), Rajkishore Singh, foi detido pela polícia do estado de Bihar em sua residência na aldeia de Bakhari, em Champaran oriental, agora chamado distrito Motihari.

Entre 150 e 200 policiais armados cercaram a aldeia de Bakhari, irromperam na casa de Rajkishore, o interrogaram e também a sua família. 

Rajkishore tem 71 anos de idade e sofre de graves problemas de saúde. Recentemente ele sofreu uma lesão nos ouvidos e fraturou sua mandíbula na queda ao sofrer um desmaio. Ele vinha recebendo tratamento no AIIMS (Instituto de Ciências Médicas da Índia), em Delhi. Está submetido a forte medicação e a uma dieta de líquidos, tendo sido orientado pelos médicos a permanecer em sua residência até o fim de sua recuperação. Dois dias depois de regressar de uma consulta médica, ele foi detido pelas forças policiais do velho Estado, enquadrado em um processo de 2005, relativo a um incidente em Madhuban Bazaar, em que ele supostamente está relacionado com o Partido Comunista da Índia (Maoísta). A ordem de prisão contra Rajkishore estaria pendente desde 2006 e ele havia visitado sua aldeia várias vezes durante esses anos, mesmo assim a ordem de prisão jamais havia sido comunicada a ele.

Quando ele foi apresentado ao juiz, os funcionários da polícia estatal manifestaram que ele permanecerá preso por outras 13 acusações, seis das quais ligadas aos incidentes de 2005 em Madhuban.

Primeiramente ele foi interrogado em sua residência e forçado a assinar papéis em branco, depois foi transferido para a delegacia de polícia de Madhuban Bazaar, onde foi interrogado toda a noite e também no dia seguinte. Posteriormente ele foi colocado a disposição da justiça. Quando a polícia o prendeu, lhe tomaram seu diário e dois livros em sua casa, que depois foram devolvidos. Sua família não foi informada para onde foi levado nem porque foi preso. As forças policiais, que se apresentaram em um número tão elevado, não apresentaram nenhuma ordem de prisão. A polícia não revelou as acusações e não fez o anúncio de sua prisão durante três dias. Seus advogados em Motihari estão empenhados em tomar conhecimento das acusações.

Está claro que esta prisão é um ato premeditado do governo estadual de Nitish Kumar em Bihar em conjunto com a Agência de Investigação nacional do governo central. Frente à situação política atual na Índia, o governo estadual de Nitish Kumar está sendo culpado pelo Partido do Congresso e o BJP (Bharatiya Janata Party, o ‘Partido Popular’, um dos integrantes do reacionário sistema semifeudal indiano) por não implementar a guerra dirigida contra o povo denominada operação Caçada Verde. Nesse contexto, competindo com os governos estaduais dirigidos pelo Partido do Congresso e pelo BJP, o governo de Nitihs Kumar tem incrementado seus brutais ataques contra o povo e as organizações populares.

Recentemente o governo Nitish Kumar tem empreendido uma política de prender ativistas e dirigentes populares, apoderar-se de suas propriedades e de suas contas bancárias, assim como de seus familiares. O governo do estado está tratando de silenciar todas e cada uma das vozes que se levantam contra a operação Caçada Verde.

Rajkishore Singh é uma voz elevada contra a operação Caçada Verde. Ele tem sido parte ativa dos movimentos populares em todo o país durante os últimos quarenta anos. Fez parte do Comitê Executivo da Liga para a Cultura Revolucionária da Índia e posteriormente se converteu em seu Secretário Geral.

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